Facção suspeita de controlar crimes dentro e fora dos presídios é alvo de operação integrada em SC e no RS

Mandados estão sendo cumpridos em Itajaí e em Cruz Alta/RS

Maiquel Machado

Publicado em: 8 de maio de 2026

4 min.
Facção suspeita de controlar crimes dentro e fora dos presídios é alvo de operação integrada em SC e no RS. - Foto: Divulgação/MPSC

Facção suspeita de controlar crimes dentro e fora dos presídios é alvo de operação integrada em SC e no RS. - Foto: Divulgação/MPSC

Na manhã desta sexta-feira (08), a Operação Fronteira Sul foi deflagrada com o objetivo de desarticular a atuação de uma facção criminosa que controla crimes dentro e fora dos presídios, com interligação entre organizações de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina.

As apurações do Gaeco indicam que o principal investigado possui cargo de liderança em facção criminosa do Rio Grande do Sul, sendo identificado que originalmente integrava uma organização criminosa de São Paulo. Outro dos investigados foi condenado e cumpriu mais de 20 anos de prisão no sistema penitenciário paulista e atualmente faz conexões com facções catarinenses.

Conexão e aparato bélico

Em investigação, apurou-se que o principal investigado aparece portando armas, utilizando colete balístico com identificação policial e uniformes semelhantes aos das forças de segurança de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Tabletes de drogas apreendidos traziam inscrições com o nome de integrante da organização, demonstrando o alto grau de estrutura e organização dessas facções.

Mandados e apoio

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual das Organizações Criminosas, de forma simultânea, nos municípios de Itajaí e Cruz Alta. A operação conta com o apoio do Gaeco do MPRS, da Polícia Penal de Santa Catarina, com oito integrantes do GTI (Grupo Tático de Intervenção) e dois do Canil com cão farejador.

Os materiais apreendidos serão enviados à Polícia Científica para exames periciais.

Sigilo e continuidade

A investigação tramita em sigilo. O nome da operação, “Fronteira Sul” , visa desarticular as conexões criminosas entre os dois Estados, deixando a divisa cada vez mais segura e coibindo interações que visam o cometimento de crimes.


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