A jovem Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi vítima de feminicídio em Sangão, e teve seu corpo encontrado na última segunda-feira (10). Segundo a investigação mencionada pela família durante entrevista para a Rádio Cidade em Dia, o principal suspeito é o namorado da vítima, de 21 anos. De acordo com os relatos apresentados, Joviana teria sido morta durante uma briga na madrugada de quinta-feira (06) para sexta-feira (07), e o corpo permaneceu dentro da residência até ser localizado pela Polícia Militar.
A família de Joviana afirma que o relacionamento, que durava cerca de cinco meses, era marcado por ciúmes, discussões e episódios que levantavam suspeitas de agressão. A mãe, Viviane, a irmã, Lívia, e o padrasto, Roberto, também contaram que a jovem já havia pedido ajuda anteriormente.
Família fala sobre histórico de violência
Segundo os familiares, Joviana e o namorado tinham um relacionamento considerado conturbado. Viviane conta que os dois discutiam com frequência e que, em algumas ocasiões, a família ouvia as brigas e encontrava a jovem chorando.
Ainda conforme os relatos, o rapaz demonstrava ciúmes das roupas usadas por Joviana e das interações dela nas redes sociais. A família também afirma que ele costumava se incomodar quando outros homens curtiam as publicações da jovem.
Em determinado momento, o casal chegou a terminar o relacionamento. A família conta que tentou apoiar Joviana para que ela seguisse em frente e começasse uma nova fase, especialmente porque havia iniciado a faculdade.
No entanto, segundo os familiares, o rapaz teria voltado a procurá-la por meio de outros números de telefone depois de ser bloqueado nas redes sociais. A família afirma que ele dizia que iria mudar e que conseguiu convencê-la a retomar o contato.
Joviana já havia pedido ajuda
Em um dos episódios relatados pela família ocorreu dias antes da morte. Segundo Viviane, Joviana teria entrado em contato durante a madrugada pedindo que alguém fosse buscá-la porque o namorado estaria tentando agredi-la.
A mãe conta que ela e o marido foram até o local indicado pela jovem.
Os familiares afirmam que, mesmo diante dos conflitos anteriores, não imaginavam que a situação pudesse terminar em feminicídio.
Mensagens levantaram suspeitas
Viviane afirma que recebeu mensagens pelo celular de Joviana durante os dias seguintes. Segundo ela, algumas mensagens apresentavam um comportamento diferente do habitual da filha.
A mãe também disse que, em determinadas ocasiões, mensagens eram enviadas pelo Instagram do namorado, com a justificativa de que o celular de Joviana estaria sem bateria.
Conforme o relato da família, mensagens continuaram sendo recebidas mesmo depois do período em que, segundo a investigação mencionada pelos familiares, Joviana já estaria morta.
A situação aumentou a preocupação da família quando Joviana deixou de responder às ligações e mensagens.
Família foi até a residência
Na segunda-feira (10) pela manhã, Viviane e Roberto foram até a residência onde Joviana estaria. Segundo a mãe da vítima, a mãe do suspeito informou que o casal não estava no local.
A família retornou para casa e, diante da falta de notícias, procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência.
Posteriormente, os policiais retornaram à residência. De acordo com a família, uma porta do quarto estava trancada e precisou ser arrombada.
Joviana foi encontrada enrolada em um cobertor sobre a cama.
Familiares notaram marcas no corpo
Segundo a família, Joviana apresentava diversos ferimentos. Os parentes mencionam hematomas, lesões no rosto, costas machucadas, unhas danificadas e fraturas em dois dedos.
Os familiares levantam suspeitas de que a jovem tenha sofrido agressões antes da morte. Essas afirmações fazem parte dos relatos da família e devem ser consideradas no contexto da investigação policial e da perícia.
O caso é investigado pelas autoridades, e o namorado de Joviana é apontado como principal suspeito, conforme as informações apresentadas na entrevista.
Família quer que Joviana seja lembrada pelos sonhos
Além de cobrar justiça, a irmã Lívia afirma que deseja que Joviana seja lembrada pela personalidade alegre e pelos planos que tinha para o futuro.
Segundo ela, a jovem estava animada com o início da faculdade e havia acabado de adquirir os materiais para os estudos.
“Eu quero que lembrem da Joviana como uma menina alegre, que tinha muitos sonhos”, relatou Lívia na entrevista.
A mãe também pede que o caso não seja esquecido e que o responsável seja responsabilizado.
Padrasto faz alerta sobre violência
Roberto, padrasto de Joviana, aproveitou a entrevista para deixar um alerta a pais, familiares e mulheres que estejam passando por situações de ameaça ou violência.
Ele afirma que é importante criar um ambiente de confiança para que vítimas possam pedir ajuda sem medo.
“Conte, conte para a polícia, registre alguma coisa, conte para os seus pais”, orientou.
A família também reforçou a importância de não esconder ameaças e de procurar ajuda diante dos primeiros sinais de violência.
Em situações de emergência, mulheres vítimas de violência podem acionar a Polícia Militar pelo 190. O Ligue 180 também oferece orientação e informações sobre a rede de atendimento à mulher.
Confira abaixo a entrevista completa:
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