IML troca corpos e famílias enterram vítimas erradas em Florianópolis

Falha na liberação do Instituto Médico Legal fez dois homens serem velados e sepultados pelas famílias incorretas; MP vai investigar o caso

Redação

Publicado em: 8 de maio de 2026

4 min.
IML troca corpos e famílias enterram vítimas erradas em Florianópolis - Foto: Reprodução/NSC TV

IML troca corpos e famílias enterram vítimas erradas em Florianópolis - Foto: Reprodução/NSC TV

Um erro na liberação de três corpos pelo Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis provocou uma sequência de sepultamentos trocados e abalou famílias catarinenses. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou nesta sexta-feira (8) que vai instaurar um procedimento para apurar o caso.

A confusão envolveu Juliano Henrique Guadagnin da Silva, de 24 anos, morto em um acidente de moto no dia 9 de abril, além de Patrick Nunes Ferreira e Denner Dario Colodina, vítimas de homicídio encontradas na mesma data.

Os três corpos foram recolhidos na mesma viatura e encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina. No entanto, durante a liberação para os velórios e sepultamentos, houve troca na identificação.

Entenda como aconteceu a troca dos corpos

Segundo as informações apuradas, a sequência de erros ocorreu da seguinte forma:

  • Patrick Nunes Ferreira foi sepultado no Cemitério do Itacorubi, na região Central de Florianópolis, no lugar de Denner Dario Colodina;
  • Denner Dario Colodina acabou enterrado no Cemitério do Rio Vermelho, no Norte da Ilha, em local destinado a Juliano Henrique Guadagnin;
  • O corpo de Juliano permaneceu retido no IML sem ter sido liberado corretamente para a família.

Os dois corpos enterrados de forma equivocada foram exumados posteriormente. Após nova passagem pelo Instituto Médico Legal, as vítimas foram sepultadas novamente no dia 13 de abril.

Famílias não tiveram contato com os corpos

De acordo com os relatos, os corpos foram entregues às funerárias em caixões fechados, sem contato direto das famílias durante o reconhecimento.

O erro só foi descoberto quando um familiar de uma das vítimas compareceu ao IML para realizar a identificação do corpo.

Na prática, o corpo de Denner foi entregue para a família de Juliano, enquanto o corpo de Patrick acabou sendo liberado para os familiares de Denner.

Uma familiar de Denner, que preferiu não se identificar, descreveu o episódio como traumático.

“É terrível tu ter que pensar que a pessoa que tu enterrou morreu duas vezes”, afirmou.

Ministério Público vai investigar

Diante da gravidade do caso, o Ministério Público de Santa Catarina confirmou a abertura de um procedimento para investigar as circunstâncias da troca dos corpos e possíveis responsabilidades pelo erro.

Até o momento, a Polícia Científica de Santa Catarina não detalhou como ocorreu a falha no processo de identificação e liberação.


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