A Polícia Federal identificou mensagens que apontam ameaças contra a família do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e supostas tentativas de compra de silêncio de uma mulher ligada ao caso. As informações constam em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tornado público após a retirada do sigilo pelo ministro André Mendonça.
Segundo a investigação, Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, afirmou em conversas interceptadas que possuía documentos capazes de comprometer Vorcaro e seus familiares.
A PF também aponta que Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo e apontado como aliado de Henrique Vorcaro, teria atuado para negociar acordos com Joana e sua mãe. Em uma das mensagens analisadas, ele relata tratativas envolvendo contratos e ativos para tentar solucionar a situação.
Mesmo após os contatos, as ameaças teriam continuado. Em uma mensagem interceptada pela PF, Joana afirmou que pretendia expor informações sobre a família Vorcaro à imprensa nacional, citando programas de grande audiência.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque o STF analisa a situação de Henrique Vorcaro, pai de Daniel. Nesta terça-feira (16), a Corte julga se mantém ou não a prisão dele.
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