MPSC apura conduta do delegado-geral no caso da morte do cão Orelha

Procedimento do Ministério Público apura possíveis irregularidades na atuação do delegado-geral durante a investigação da morte do cão Orelha, em Florianópolis

Redação

Publicado em: 10 de fevereiro de 2026

4 min.
MPSC apura conduta do delegado-geral no caso da morte do cão Orelha - Foto: Divulgação/PCSC

MPSC apura conduta do delegado-geral no caso da morte do cão Orelha - Foto: Divulgação/PCSC

A conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, passou a ser alvo de um procedimento preparatório instaurado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) no âmbito da investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis.

A apuração é conduzida pela 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial, e tem como objetivo avaliar a necessidade de abertura de inquérito civil para possíveis medidas judiciais. Segundo o MPSC, a instauração ocorreu após o recebimento de diversas representações questionando a atuação do delegado-geral.

O procedimento busca apurar eventuais práticas de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e improbidade administrativa, especialmente pela possível divulgação de informações que deveriam permanecer em segredo durante a investigação.

Novas diligências no inquérito

A apuração do Ministério Público ocorre paralelamente a outras medidas adotadas após a conclusão do inquérito policial. Na segunda-feira (9), o MPSC concedeu prazo de 20 dias para que a Polícia Civil refaça depoimentos e complemente as investigações relacionadas a uma discussão ocorrida na portaria de um condomínio na Praia Brava.

O episódio envolve três adultos indiciados por coação no curso do processo e ameaça, durante a apuração da morte do cão Orelha e de maus-tratos contra outro animal, o cão Caramelo.

Entre as diligências solicitadas estão:

  • Novo depoimento presencial do porteiro;
  • Novo depoimento presencial de um vigilante;
  • Inclusão de vídeos que mostrem as conversas entre os suspeitos.

Segundo o Ministério Público, o material reunido até o momento apresenta lacunas que impedem uma conclusão segura sobre os fatos.

Relembre o caso Orelha

O cão comunitário Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e morreu no dia seguinte, após ser resgatado por moradores e levado a uma clínica veterinária. Laudos da Polícia Científica indicaram que o animal sofreu pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto rígido.

Ao todo, o inquérito contou com 24 testemunhas, análise de mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança e investigação de oito adolescentes suspeitos.


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