Uma trabalhadora da Etiópia, de 34 anos, foi encontrada no bairro Rio Tavares, em Florianópolis, após fugir da casa onde vivia em situação análoga à escravidão. O caso é investigado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho e pela Polícia Civil.
Segundo os auditores, a mulher era submetida a jornadas de até 15h30 por dia, sem folgas, além de sofrer violência psicológica, ameaças e restrição de liberdade.
A vítima contou que foi contratada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, por uma empresa estrangeira de serviços domésticos e trazida ao Brasil por um casal formado por um brasileiro e uma mulher árabe. Ela não possuía visto de trabalho regular.
De acordo com o relato, a rotina começava às 7h e seguia até 22h30, inclusive aos finais de semana. Entre as funções estavam limpeza da residência, preparo de refeições, cuidados com os filhos do casal e animais de estimação.
A trabalhadora também afirmou que sofria gritos, insultos e intimidações frequentes. Em alguns episódios, objetos teriam sido arremessados contra ela, além de tentativas de agressão física.
Os empregadores ficaram com os documentos pessoais da vítima, incluindo o passaporte, e exigiam pagamento de supostas dívidas para devolução dos itens.
Com medo, a mulher fugiu levando apenas a roupa do corpo e um celular. Após ser localizada nas ruas, ela foi acolhida pelo Espaço Acolher, que acionou o Escritório de Atenção ao Migrante.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar possíveis crimes previstos no Código Penal, na Lei da Migração e em tratados internacionais de proteção aos direitos humanos e trabalhistas.
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