Operação do Gaeco prende diretor de presídio em Santa Catarina

A investigação teve início após representação que apontava a existência de um suposto esquema para concessão de benefícios irregulares a um apenado

Eduardo Fogaça

Publicado em: 26 de fevereiro de 2026

5 min.
Operação do Gaeco prende diretor de presídio em Santa Catarina. Foto: Divulgação/MPSC

Operação do Gaeco prende diretor de presídio em Santa Catarina. Foto: Divulgação/MPSC

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, nesta quinta-feira (26), a Operação Carne Fraca para investigar possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa em uma unidade prisional da Serra Catarinense. A ação resultou na prisão preventiva de um policial penal que exercia a função de diretor do estabelecimento.

A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), em apoio à 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, responsável pelo procedimento investigatório. As apurações indicam que os fatos teriam ocorrido entre março e outubro de 2025.

Além do mandado de prisão, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Suspeita de concessão de benefícios irregulares

De acordo com o MPSC, a investigação teve início após representação que apontava a existência de um suposto esquema estruturado para concessão de benefícios irregulares a um apenado.

Os elementos colhidos indicam que o então diretor da unidade prisional teria estabelecido uma relação pessoal e funcional com a companheira do preso. A partir disso, teria passado a intervir de forma reiterada e informal em procedimentos relacionados à execução penal.

Conforme consta na representação, os benefícios administrativos concedidos ao apenado estariam inseridos em um contexto contínuo de troca de vantagens. Em contrapartida, o agente público teria recebido benefícios materiais e pessoais, configurando possível uso da função pública para atender interesses privados.

Por que “Operação Carne Fraca”?

Segundo o Ministério Público, o nome da operação faz referência ao conjunto de vantagens indevidas identificadas ao longo da investigação. Entre elas, estaria a entrega reiterada de carnes nobres ao agente público, em contexto vinculado às intervenções funcionais.

A denominação também remete, de forma simbólica, à fragilidade ética apontada nas condutas apuradas, nas quais a função pública teria sido vulnerabilizada por interesses particulares.

Investigação segue sob sigilo

O procedimento tramita em segredo de Justiça. O MPSC informou que novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

O que são GAECO e GEAC

O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada por Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. O grupo atua na identificação, prevenção e repressão a organizações criminosas.

Já o GEAC é composto por membros do MPSC com atuação especializada em investigações e ações judiciais relacionadas a crimes contra a administração pública de maior complexidade ou gravidade.


FIQUE BEM INFORMADO: 📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe.



× SCTODODIA Rádios