Na manhã desta terça-feira (06), foi deflagrada, a Operação “Passe de Mágica” para investigar suspeitas de crimes contra a Administração Pública em Rio dos Cedros. A ação mobiliza 120 policiais civis e cumpre 37 mandados de busca e apreensão em Rio dos Cedros, Timbó e Blumenau, incluindo a sede da Prefeitura Municipal.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), responsável pela supervisão do procedimento. A operação é conduzida pela 4ª Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (4ª DECOR/DEIC), com apoio da Polícia Científica.
Investigação começou em 2025
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início em 2025 e se estendeu por 15 meses. As apurações estão concentradas em três principais frentes de suspeitas.
A primeira envolve a aquisição de imóveis por meio de terceiros e uma posterior valorização dos terrenos ou propriedades em razão de obras e atos realizados pelo próprio poder público municipal.
O segundo eixo investiga o possível direcionamento de licitações e contratos de obras públicas para empresas vinculadas aos investigados.
Já a terceira frente apura suspeitas de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, os recursos teriam sido movimentados em espécie e por meio da utilização de pessoas jurídicas.
Justiça determina afastamento de agentes públicos
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o Tribunal de Justiça determinou medidas cautelares contra os investigados.
Entre as decisões está o afastamento cautelar das funções públicas do prefeito e do vice-prefeito de Rio dos Cedros, além da secretária de Planejamento, Habitação e Meio Ambiente e de um servidor público do município.
A Justiça também determinou o sequestro de 26 imóveis e o bloqueio de bens e valores de até R$ 34,6 milhões.
Outra medida determinada foi a suspensão imediata de contratos e pagamentos para as empresas investigadas. Os alvos também estão proibidos de manter contato entre si.
Material apreendido será periciado
Durante o cumprimento dos mandados, documentos e outros materiais foram apreendidos. Segundo a Polícia Civil, todo o conteúdo será submetido a análises periciais e documentais.
O material deverá ser utilizado para instruir o Inquérito Policial e poderá subsidiar novas diligências no decorrer da investigação.
As medidas fazem parte da apuração e, até o momento, os investigados não foram condenados pelos crimes investigados.
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