A Prefeitura de Florianópolis está utilizando tecnologia para fazer um “raio X” das redes de drenagem urbana e esgotamento sanitário do município. O trabalho, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em parceria com a Sanapp, permite localizar estruturas e identificar problemas antes que eles provoquem alagamentos.
O cadastro georreferenciado inclui bocas de lobo, poços de visita e redes subterrâneas, além de videoinspeções capazes de detectar rachaduras, obstruções e outras falhas.
Um dos resultados já ocorreu no Centro de Valorização de Resíduos (CVR), no Itacorubi. Uma obstrução sob o asfalto fazia a entrada do local alagar durante chuvas fortes. Com o mapeamento, a equipe encontrou o ponto exato e realizou o reparo sem a necessidade de grandes intervenções no pavimento.
Segundo a Prefeitura, a tecnologia também ajuda a reduzir o tempo de resposta em períodos de chuva intensa. As ações fazem parte das medidas de preparação do município diante dos efeitos associados ao El Niño.
Robô identifica ligações irregulares
Outra ferramenta em funcionamento é o robô Bizu, equipado com câmera de alta resolução e controlado remotamente. O equipamento percorre as tubulações e pode alcançar pontos de até 70 metros de profundidade.
A tecnologia permite identificar ligações irregulares de esgoto nas galerias pluviais, localizar suas origens e reduzir o tempo e o custo das intervenções.
A Prefeitura também estuda integrar a plataforma da Sanapp a sensores hidrológicos para monitorar, em tempo real, os níveis de água da rede e antecipar possíveis alagamentos e transbordamentos.
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