Um alerta preocupante sobre a formação de um possível super El Niño acendeu o sinal de atenção no Sul do Brasil. O meteorologista Piter Scheuer afirmou, nas redes sociais, que o fenômeno pode atingir níveis extremos nos próximos meses, com potencial para provocar impactos severos principalmente nos estados da região Sul.
Segundo o especialista, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial já apresenta níveis considerados altamente anormais. Scheuer destaca que, ao longo de sua carreira, nunca observou um cenário com tamanho potencial energético, o que pode elevar o fenômeno à categoria de “super El Niño”.
A principal preocupação, de acordo com ele, é a falta de alertas mais incisivos neste momento. O meteorologista defende que medidas preventivas precisam ser adotadas com urgência para reduzir riscos e evitar tragédias.
Entre os principais impactos previstos estão:
- Aumento significativo das chuvas
- Risco elevado de enchentes
- Possibilidade de deslizamentos de terra
- Queda de barreiras em rodovias
- Ocorrência de tornados
“É um El Niño que vai ser tão forte que vai chegar na categoria de super El Niño. E o auge desse El Niño vai ser bem na primavera. O que vocês estão esperando para começar a alertar?”, questionou Scheuer.
Quando os efeitos devem começar
A previsão indica que os primeiros impactos do fenômeno devem ser sentidos já a partir de maio no Rio Grande do Sul. Na sequência, os efeitos devem avançar para Santa Catarina e Paraná.
Entre junho e agosto, a tendência é de períodos alternados de instabilidade, com volumes de chuva acima da média e episódios pontuais de tempo severo. O auge do fenômeno está previsto para a primavera, quando os efeitos podem se intensificar ainda mais.
O meteorologista alerta que esse será o momento mais crítico, já que a capacidade de resposta das autoridades e da população pode ser reduzida diante da intensidade dos eventos climáticos.
“Teremos um super El Niño. E se bobear, ele pode ser mais forte que o de 1983”, afirmou.
Alerta para prevenção imediata
Diante do cenário, Scheuer reforça que o momento atual é decisivo para ações preventivas, especialmente em áreas vulneráveis a alagamentos e deslizamentos.
Segundo ele, quando o fenômeno atingir o auge, haverá pouco espaço para reação, restando apenas o acompanhamento de alertas meteorológicos.
“Chegando no auge desse super El Niño, que será na primavera, não vai ter mais o que fazer. Restará só prestar atenção nos alertas”, concluiu.
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