Monitor de Secas aponta recuo de estiagem causados por chuvas do mês de outubro

Em comparação ao mês de setembro, as chuvas fizeram recuar os indicadores de seca extrema, grave e fraca em três regiões do Estado.

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
Sugerir conteúdo pelo WhatsApp

A chuva registrada durante o mês de outubro em Santa Catarina fez com que os efeitos da estiagem fossem abrandados em parte do Estado, é o que aponta o mapa do Monitor de Secas divulgado nesta segunda-feira (22). Comparado com o mês de setembro, houve um recuo de seca extrema (em vermelho) no Oeste, da seca grave (laranja) no centro do Estado e da seca fraca (amarelo) no Leste.

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação de estiagem, cujos resultados consolidados são divulgados através do Mapa. Coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o programa conta com a adesão de todos os estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Em Santa Catarina, o projeto é feito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Epagri/Ciram.

De acordo com os dados divulgados pelo Monitor, essa redução de intensidade da seca e da área do Estado atingida por ela é causada pelas chuvas acima da média que ocorreram em outubro, gerando uma melhora nos indicadores de impacto da estiagem na vegetação, na qualidade de água disponível para as plantas e nos níveis dos rios.

Apesar da melhora, a região Extremo Oeste ainda apresenta uma situação grave em relação à seca, com impactos de curto e longo prazo. Nos três estados do Sul do país, o Monitor de Secas aponta para um abrandamento da seca. Ainda assim, nas regiões Oeste e Extremo Oeste do Estado, onde a situação persiste, é importante manter a atenção, principalmente por causa dos longos períodos de chuvas irregulares.

“Dentre os impactos associados, destaca-se a resposta não imediata da recarga dos aquíferos, o que implica na manutenção de medidas de combate à escassez de água pelos prestadores de serviço de abastecimento urbano para municípios que dependem majoritariamente de águas subterrâneas. Ressalta-se a importância da continuação deste monitoramento visando a gestão integrada de recursos hídricos superficiais e subterrâneos”, explica a consultora técnica da Secretaria Executiva de Meio Ambiente (Sema), engenheira ambiental Camila Leite.

 

 

Fonte: Governo de Santa Catarina

Fique bem informado

Receba no WhatsApp e na newsletter as principais notícias da sua região, alertas de serviço e os destaques de Santa Catarina, com a curadoria do SCTODODIA.

Player de rádio