Dia da Adoção: um jeito diferente de aumentar a família

Mesmo já tendo dois filhos biológicos, o sonho da adoção sempre acompanhou Lindomar Souza. Mãe de Andreza, Júnior e Camila, ela conta o processo até receber a caçula que, hoje, tem 25 anos

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Natural de Imbituba, Camila Nunes Inácio tem 25 anos e aguarda a chegada de sua primeira filha, prevista para nascer em junho. Filha de Lindomar Souza e Joselito Nunes Inácio, ela chegou na família nos primeiros dias de vida. A caçula de dois irmãos, Camila foi adotada em uma época que não precisa de processos judiciais ou qualquer outra burocracia que acaba tornando a espera mais demorada. Segundo a mãe, esse sempre foi um desejo, principalmente pelo seu tipo sanguíneo ser negativo e outra gestação representar bastante risco, inclusive de morte para ela e o bebê.

Assim, a opção da adoção surgiu e Lindomar, mais conhecida como Má, decidiu ir atrás. Ela foi no local mais inesperado, onde, naturalmente, encontrou uma mulher, que trabalhava como garota de programa, e estava grávida. Por não ter condições de criar o bebê, ela aceitou doar assim que nascesse. "Eu até, no começo, fiquei meio assim, mas decidi adotar. Coloquei nas mãos de Deus e foi da noite pro dia que eu consegui. Hoje, ela é tudo na minha vida. O processo até adotá-la não levou muito tempo, porque antigamente as leis eram mais tranquilas. Agora que são mais rígidas. Ela saiu do Hospital, me entregou a criança lá fora, porque as enfermeiras não deixaram as irmãs verem. Como eu não estava na fila, outra família podia estar na frente. Fomos direto no cartório fazer o registro, que teve que ser no nome da mãe biológica. Depois de um ano e dois meses que registramos no nosso nome, passando a ser nossa filha legítima", relembra.

Depois desse tempo, Má tinha medo da mulher conquistar uma vida melhor e decidisse voltar para buscar Camila, afinal, ela ainda estava registrada no nome da mãe biológica. No dia da última audiência, a família fez, inclusive, uma sessão de fotos com a menina, porque corria o risco de não vê-la mais. No entanto, a história não seguiu esse caminho. A mulher viu Camila pela última vez, entregou uma foto e uma carta para Lindomar, e disse que com a família adotiva, a menina teria uma vida melhor e mais digna, algo que ela não podia oferecer. "Se todos soubessem como é maravilhoso… Eu nunca tive boas condições de vida, mas sempre tive muito amor. Até hoje, minha família tem uma admiração por ela e um amor imenso pela Camila. Não nasceu de mim, mas é minha filha. Só quem conhece, vê que é um anjo enviado por Deus. Ela é isso tudo e muito mais. Quando ela tinha 15 anos, meu filho faleceu e ela me carregou por tudo, pois entrei em depressão. A Camila foi minha âncora, não me largou um segundo. Só tenho a agradecer", declara.

Para lembrar da data, comemorada no dia 25 de maio, a 3ª edição do Conversando sobre Adoção será realizada nesta sexta-feira, em Tubarão. As palestrantes convidadas são a psicóloga forense da comarca de Tubarão, Leda Maria Pibernat da Silva, e a advogada e professora universitária Patrícia Fileti, especialista em direito de família.

 

Fonte: Rádio Cidade Tubarão

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