Existe preocupação de autoridades em saúde e pesquisadores com vírus que podem desencadear novas crises sanitárias ao longo de 2026. O tema foi abordado nesta segunda-feira (23), durante entrevista do médico pneumologista Renato Matos à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, conduzida pelo jornalista Denis Luciano.
Durante a conversa, o especialista citou três vírus que vêm sendo monitorados: Oropouche, H5N1 e Mpox. Além deles, reforçou que a influenza, especialmente a cepa H3N2, e a Covid-19 seguem como pontos de atenção neste ano.
Oropouche: vírus já presente no Brasil
O vírus Oropouche circula no Brasil desde a década de 1960, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Em 2025, foram registrados mais de 10 mil casos no país.
Transmitido pelo mosquito conhecido como maruim, o vírus provoca sintomas semelhantes aos da dengue, como febre, dor de cabeça e dores no corpo. A diferença, segundo o médico, é que a doença não costuma apresentar as complicações hemorrágicas associadas à dengue e tem menor taxa de mortalidade.
Apesar de ainda não haver registros de casos adquiridos em Santa Catarina, o mosquito transmissor está presente na região, o que exige atenção.
H5N1: risco depende de mutação
Outro vírus citado foi o H5N1, um tipo de influenza associado principalmente a vacas leiteiras nos Estados Unidos. Até o momento, a transmissão ocorre do animal para o ser humano.
A preocupação da comunidade científica está na possibilidade de mutação que permita transmissão entre pessoas, cenário semelhante ao que ocorreu com a Covid-19. No entanto, segundo o pneumologista, atualmente não há indicação de disseminação sustentada entre humanos.
Mpox: doença de diagnóstico visível
O Mpox também foi lembrado como um vírus que permanece em circulação, embora geralmente apresente diagnóstico mais simples devido às lesões de pele características.
A doença tem apresentado ciclos de aumento e redução de casos, sem indicação de crise sanitária iminente neste momento.
Influenza H3N2 preocupa nos Estados Unidos
Mais do que os três vírus mencionados inicialmente, o especialista destacou que a maior preocupação para 2026 pode estar na influenza, especialmente na cepa H3N2.
Nos Estados Unidos, foi registrado o maior surto da doença nos últimos 30 anos, com aumento significativo de casos e mortes. A chegada do outono no Brasil eleva o risco de disseminação.
A vacina contra influenza oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) inclui a cepa H3N2. O médico reforçou que o imunizante possui histórico de segurança consolidado, com uso desde a década de 1940.
Covid-19 segue exigindo atenção
Embora em cenário mais controlado, a Covid-19 continua circulando. A vacinação permanece recomendada para grupos específicos:
- Pessoas acima de 60 anos
- Imunocomprometidos
- Gestantes
- Crianças até dois anos que ainda não foram imunizadas
Para idosos e imunossuprimidos, a recomendação é de duas doses por ano.
Diagnóstico rápido pode evitar complicações
Um dos avanços deixados pela pandemia foi a ampliação dos testes rápidos para identificação de vírus respiratórios. Segundo o pneumologista, pessoas com sintomas gripais — como febre, coriza, dor de cabeça e dores no corpo — e que façam parte de grupos de risco devem realizar testagem precoce.
O diagnóstico adequado permite tratamento imediato com antivirais específicos, como:
- Oseltamivir, nos casos de influenza
- Paxlovid, em quadros de Covid-19 com maior risco
Quando administrados nas primeiras 48 a 72 horas, esses medicamentos reduzem significativamente o risco de complicações e internações.
O médico ainda alertou que antibióticos não têm eficácia contra vírus e que a automedicação pode atrasar o tratamento correto.
Prevenção segue como principal estratégia
A principal recomendação para 2026 é clara: manter a vacinação em dia, especialmente contra influenza e Covid-19, e buscar avaliação médica diante de sintomas, principalmente entre pessoas com doenças crônicas como cardiopatias, diabetes, obesidade e doenças pulmonares.
O acompanhamento constante da situação epidemiológica e a adesão às campanhas de imunização são medidas consideradas fundamentais para evitar novas crises sanitárias.
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