Hospital confirma morte de “Sicário”, capanga de Daniel Vorcaro

As circunstâncias do caso seguem sob investigação das autoridades

Eduardo Fogaça

Publicado em: 7 de março de 2026

4 min.
Hospital confirma morte de "Sicário", capanga de Daniel Vorcaro. Foto: Divulgação

Hospital confirma morte de "Sicário", capanga de Daniel Vorcaro. Foto: Divulgação

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu na noite desta sexta-feira (6) em Belo Horizonte. Ele estava internado desde quarta-feira (4) no Hospital João XXIII após tentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.

A morte foi confirmada pela defesa do investigado. Segundo nota divulgada pelo advogado Robson Lucas da Silva, o óbito foi declarado às 18h55 após a conclusão do protocolo médico de morte encefálica iniciado na manhã do mesmo dia.

“O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal”, informou o advogado em comunicado.

Quem era o “Sicário”

Nas investigações da Polícia Federal, Luiz Mourão era apontado como integrante de um grupo chamado “A Turma”, do qual também faria parte o banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com a PF, Mourão teria papel estratégico dentro da organização, sendo responsável por coordenar atividades de coleta de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados de interesse do grupo.

Acesso ilegal a sistemas

Segundo a investigação, “Sicário” teria realizado consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos. Entre as bases acessadas estariam sistemas utilizados por instituições de segurança pública e de investigação.

A Polícia Federal também aponta que o investigado teria obtido acesso indevido a plataformas internas de instituições como:

  • Polícia Federal
  • Ministério Público Federal (MPF)
  • Organismos internacionais, incluindo FBI e Interpol

A suspeita é de que essas informações fossem usadas para monitorar alvos e antecipar possíveis ações de autoridades.

Monitoramento e remoção de conteúdos

Outro ponto investigado pela PF é a atuação de Mourão na tentativa de remover conteúdos e perfis em plataformas digitais. A intenção seria obter dados de usuários ou retirar críticas direcionadas ao grupo.

Além disso, ele também teria atuado na mobilização de equipes responsáveis por ações da organização, segundo os investigadores.

Intimidação de ex-funcionários

A Polícia Federal afirma ainda que Mourão teria participado de ações para intimidar antigos funcionários do banco Master, além de levantar informações pessoais dessas pessoas.

Em uma das conversas analisadas pela investigação, “Sicário” aparece dialogando com Daniel Vorcaro sobre a possibilidade de organizar um assalto e agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

As circunstâncias do caso seguem sob investigação das autoridades.


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