Os Estados Unidos estariam pressionando pela saída do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, como parte das negociações em andamento entre os dois países. A informação foi revelada pelo jornal The New York Times nesta segunda-feira (16), com base em relatos de pessoas envolvidas nas conversas.
De acordo com a reportagem, autoridades americanas indicaram a negociadores cubanos que consideram a substituição de Díaz-Canel um passo necessário para avançar em possíveis acordos bilaterais. A proposta, no entanto, não foi apresentada como uma exigência formal.
Negociação sem ruptura do regime
Segundo o jornal, os EUA não estariam condicionando as negociações a mudanças mais amplas no sistema político cubano. Também não haveria, neste momento, exigências relacionadas à família Castro, que ainda mantém influência na política da ilha.
Por outro lado, representantes cubanos teriam reconhecido que a atual gestão de Díaz-Canel enfrenta dificuldades, mas buscam uma alternativa que não transmita a imagem de imposição externa.
Diferença em relação à Venezuela
A proposta americana teria sido apresentada como uma forma de facilitar o diálogo entre os países, diferentemente do que ocorreu em negociações anteriores com a Venezuela, marcadas por maior pressão política e diplomática.
Avaliação interna nos Estados Unidos
Integrantes do governo do presidente Donald Trump avaliam que a saída de Díaz-Canel poderia abrir espaço para reformas econômicas em Cuba. No entanto, há o risco de pressão adicional por parte de políticos americanos e exilados cubanos por mudanças mais amplas no país.
Declarações de Trump geram repercussão
Durante entrevista coletiva na Casa Branca nesta segunda-feira, Trump comentou o cenário envolvendo Cuba e fez declarações que chamaram atenção.
“Eu realmente acho que seria uma honra para mim tomar Cuba. Seria ótimo. Uma grande honra. Eu posso libertá-la ou conquistá-la, acho que posso fazer o que quiser com ela”, afirmou.
O presidente também classificou Cuba como uma “nação falida”, destacando a crise econômica enfrentada pelo país.
Crise energética agrava cenário em Cuba
Atualmente, Cuba enfrenta um colapso energético, agravado por restrições que dificultam a entrada de petróleo no país. Sem reservas próprias, a ilha dependia majoritariamente das exportações venezuelanas.
O governo cubano afirmou nesta segunda-feira que não consegue garantir o fornecimento regular de eletricidade à população, evidenciando a gravidade da situação interna.
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