Uma das maiores incógnitas e concorridas vagas nessas eleições será certamente o Senado Catarinense. Com poucos, mas relevantes nomes para duas cadeiras tão importantes, a corrida para Brasília tende a ser uma verdadeira batalha em diversos sentidos. Serão 4 candidatos que possuem características fortes e relevantes, e que já vem disputando espaço há algum tempo.
O mais conhecido deles é Esperidião Amin, com quase 60 anos de vida pública, o atual senador já teve os mais diversos cargos possíveis dentro da política. Conta com uma vasta experiência e credibilidade em Brasília, se colocando ainda mais à direita nos últimos anos e tendo um combate destacável em relação à anistia dos condenados no 8 de janeiro. Joga contra o ex-governador o fato de não ter o apoio de Jair Bolsonaro e de Jorginho Mello, franco favorito à reeleição. Ainda, a elevada idade, já beirando os 80 anos, soa como algo a ser analisado com cuidado.
Do lado do PL, Caroline de Toni possui grandes atributos para ganhar a vaga. Jovem, bem articulada, com um trabalho sólido em 8 anos de Câmara Federal e tendo sido a mais votada na última eleição, a deputada vem com muita força pelo fato de possivelmente ganhar o segundo voto de muitos eleitores.
Talvez o nome de maior controvérsia seja o de Carlos Bolsonaro. Vindo do Rio de Janeiro após pouca, ou nenhuma relevância na Câmara de Vereadores carioca, o filho do ex-presidente carrega uma alta rejeição por não ter nenhum histórico em Santa Catarina. O lado positivo é sobrenome, onde Jair Bolsonaro goza de grande prestígio, e que pode catapultar o nome do filho ao Senado Federal.
De quebra, ainda há Décio Lima, do PT. Esperando uma possível divisão de votos entre os candidatos da direita, o representante da esquerda no pleito surge como azarão e espera que os 30% dos votos que teve em 2022 se repitam, e assim, consiga uma das vagas.