Em meio a uma rotina cada vez mais dominada por celulares, tablets e computadores, famílias enfrentam dificuldades para equilibrar o uso da tecnologia dentro de casa. O desafio vai além de limitar o tempo de tela: envolve criar hábitos saudáveis que impactam diretamente o desenvolvimento físico, social e emocional de crianças e adolescentes.
De acordo com especialistas, pequenas mudanças no dia a dia podem transformar a forma como os jovens se relacionam com o mundo digital. Criar uma rotina equilibrada, com horários definidos e atividades variadas, é um dos primeiros passos para reduzir a dependência das telas.
Em entrevista à Rádio Cidade de Tubarão, o psicólogo Tiago Mangeronio explica que a redução do tempo de tela deve ser feita de forma gradual. Segundo ele, cortes bruscos tendem a gerar resistência, enquanto ajustes progressivos favorecem a adaptação.
Outro ponto importante é a criação de “zonas sem tela” dentro de casa. Ambientes como o quarto e a mesa de jantar devem ser preservados para incentivar o convívio familiar e diminuir o uso excessivo de dispositivos eletrônicos. No entanto, o especialista ressalta que essa mudança exige o comprometimento dos próprios pais, que também precisam dar o exemplo.
Atividades simples podem gerar grandes mudanças
Entre as alternativas mais eficazes para substituir o tempo diante das telas estão:
- Prática de esportes
- Brincadeiras ao ar livre
- Leitura
- Atividades em família
Essas ações não apenas reduzem o sedentarismo digital, como também contribuem para uma melhora geral na rotina das crianças. Segundo Mangeronio, mudanças pontuais podem desencadear efeitos positivos em cadeia.
“Quando a criança começa a praticar atividade física, ela tende a se alimentar melhor, dormir mais cedo e regular o humor. É um efeito dominó”, explica o psicólogo.
O exemplo dos pais faz toda a diferença
O comportamento dos adultos dentro de casa é decisivo. Crianças aprendem observando, e o uso constante do celular pelos pais pode reforçar a ideia de que o dispositivo é mais importante que a convivência familiar.
Além disso, a falta de atenção pode gerar impactos emocionais e comportamentais. Em muitos casos, a criança passa a adotar atitudes mais intensas para conseguir ser notada, o que pode resultar em conflitos e dificuldades no dia a dia.
Mais educação, menos proibição
Especialistas reforçam que o caminho mais eficaz não é proibir, mas educar para o uso consciente da tecnologia. Incentivar o tempo offline, promover experiências fora das telas e fortalecer o convívio familiar são medidas essenciais para um desenvolvimento saudável.
Apesar dos desafios da rotina, principalmente para pais que chegam cansados em casa, é fundamental refletir sobre os impactos do uso excessivo de telas no presente e no futuro.
Para quem deseja mudar esse cenário, buscar apoio em escolas, grupos de pais ou até orientação profissional pode fazer a diferença.
Confira a reportagem de Aléxia Vieira.
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