Páscoa deve movimentar quase 34 mil pequenas empresas em Santa Catarina

Estudo do Sebrae/SC aponta otimismo no setor; gasto médio do catarinense é o maior desde 2018

Redação

Publicado em: 3 de abril de 2026

4 min.

Páscoa deve movimentar quase 34 mil pequenas empresas em Santa Catarina Foto: divulgação

A Páscoa de 2026 consolida-se como um dos principais motores econômicos para os pequenos empreendedores de Santa Catarina. Segundo um levantamento do Observatório de Negócios do Sebrae/SC, exatamente 33.978 micro e pequenas empresas do estado devem sentir um impulso positivo nas vendas em função da data.

O setor do comércio detém a maior fatia desse otimismo, com 33.583 estabelecimentos beneficiados — uma lista que abrange desde minimercados e mercearias de bairro até padarias e lojas especializadas em chocolates. No segmento industrial, 395 pequenas fábricas, com foco especial na produção de chocolates artesanais e derivados de cacau, também projetam crescimento.

Confiança e ticket médio em alta

O cenário positivo para os pequenos negócios está alinhado aos dados da Fecomércio SC, que revelam uma disposição maior de abertura do bolso por parte do consumidor. A previsão de gasto médio para esta Páscoa é de R$ 253 por pessoa, um aumento de 8,4% em relação ao ano passado.

Este é o maior valor estimado para a data desde 2018, sinalizando uma recuperação na confiança do catarinense perante a economia local.

O trunfo da proximidade

Um dado estratégico revelado pelo Sebrae é o comportamento de compra: mais de 60% dos consumidores deixam para adquirir seus ovos e presentes na semana que antecede a celebração. É nesse momento que a conveniência das pequenas empresas locais faz a diferença.

“A Páscoa representa um importante vetor de movimentação econômica, em especial para o setor de alimentação”, afirma Roberto Füllgraf, gerente de gestão estratégica do Sebrae/SC. Ele destaca que, mesmo em um cenário de consumo cauteloso no país, as pequenas empresas levam vantagem por oferecerem:

  • Proximidade física: Facilidade de acesso para compras de última hora;
  • Atendimento personalizado: Relacionamento direto com o cliente;
  • Agilidade digital: Uso eficiente de redes sociais e WhatsApp para vendas rápidas.

Para os especialistas, o sucesso da data para o pequeno varejo catarinense reforça a tendência de valorização do comércio de bairro, onde o consumidor busca não apenas o produto, mas a facilidade e o toque artesanal que as grandes redes nem sempre conseguem replicar.


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