O mercado financeiro elevou, pela quarta semana consecutiva, a projeção para a inflação oficial do Brasil em 2026. De acordo com o relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, a estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu para 4,36% ao fim do período.
A nova projeção representa um aumento de 0,05 ponto percentual em relação à semana anterior. Economistas ouvidos pela autarquia seguem atentos aos impactos externos, especialmente os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e a alta nos preços do petróleo, fatores que pressionam os custos globais.
Expectativas também sobem para anos seguintes
O cenário de inflação mais elevada não se restringe a 2026. As projeções para os anos seguintes também foram revisadas para cima:
- 2027: passou de 3,80% para 3,85%
- 2028: subiu para 3,60%
O movimento indica preocupação persistente com o controle inflacionário no médio prazo.
PIB, juros e câmbio seguem estáveis
Enquanto a inflação apresenta alta, outros indicadores econômicos permaneceram estáveis nas projeções do mercado:
- PIB (crescimento econômico) em 2026: 1,85%
- Taxa Selic: 12,50% ao ano
- Câmbio: R$ 5,40
Para 2027 e 2028, não houve mudanças nas estimativas em relação à semana anterior, indicando uma visão mais consolidada dos analistas para esses indicadores.
Pressão externa no radar
A principal preocupação dos economistas segue sendo o cenário internacional. A instabilidade no Oriente Médio, somada à valorização do petróleo, tende a impactar diretamente os preços internos, especialmente combustíveis e transporte, com efeito em cadeia sobre a inflação.
O relatório Focus reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras e é considerado uma das principais referências do mercado para o acompanhamento da economia brasileira.
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