Tubarão discute reconhecimento facial em escolas

A proposta surge em meio a discussões sobre segurança no ambiente escolar e busca antecipar medidas preventivas

Eduardo Fogaça

Publicado em: 9 de abril de 2026

5 min.
Tubarão discute reconhecimento facial em escolas. Foto: Divulgação

Tubarão discute reconhecimento facial em escolas. Foto: Divulgação

A Câmara de Vereadores de Tubarão analisa uma proposta que pode mudar a forma de controle de acesso nas escolas municipais. A indicação apresentada pelo vereador João Zaboti (PL) sugere a implantação de um sistema de monitoramento com tecnologia de reconhecimento facial, permitindo identificar quem entra e sai das unidades de ensino e possibilitando que pais acompanhem essas informações em tempo real.

A proposta surge em meio a discussões sobre segurança no ambiente escolar e busca antecipar medidas preventivas. Segundo o vereador, a iniciativa foi pensada justamente para agir antes que situações mais graves aconteçam. “A gente tem que trabalhar não só quando alguma coisa acontece. Muita gente fala que o político só aparece quando ocorre algo pior, seja em enchente ou segurança, e essa foi a ideia”, afirmou em entrevista à Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM.

De acordo com Zaboti, o modelo já é utilizado em outras cidades e eventos, o que reforça a viabilidade da proposta. Ele explica que o sistema seria instalado nas entradas das escolas, com foco inicial no controle de acesso. “A gente viu outros municípios fazendo isso, que é colocar reconhecimento facial na entrada do colégio. Seria para controlar quem entra, quem sai e, talvez até mais pra frente, a própria abertura dessas portas seja pelo reconhecimento facial”, destacou.

O vereador também comentou que há demandas da comunidade por medidas ainda mais amplas, como a instalação de câmeras dentro das salas de aula, mas reconheceu que há limitações legais neste momento. “Já tem alguns pais que nos procuram pedindo câmeras nas salas de aula, só que hoje tem impeditivos legais. Já tramita na Assembleia Legislativa uma lei que talvez permita isso no futuro, mas não agora”, explicou.

A proposta prevê ainda atenção à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), considerando o uso de informações sensíveis. A ideia, segundo Zaboti, é garantir que a tecnologia seja aplicada com responsabilidade e dentro das normas legais.

Além da segurança, o parlamentar acredita que o projeto também dialoga com a gestão educacional do município. Ele ressaltou que a implementação depende de estudos técnicos e levantamento de custos. “A gente precisa agora da estimativa de valor para depois buscar o recurso. Acho que é uma pauta importante, mexe com a segurança e com a educação”, disse.

O próximo passo, conforme o vereador, é aprofundar a análise financeira para viabilizar a proposta, seja com recursos próprios ou por meio de captação externa. “A ideia foi dada. Agora é buscar o valor e, quem sabe, conseguir aplicar”, concluiu.


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