Brasil e EUA firmam acordo contra crime transnacional

A iniciativa, chamada de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), prevê integração de inteligência e operações conjuntas entre os dois países

Eduardo Fogaça

Publicado em: 10 de abril de 2026

4 min.
Brasil e EUA firmam acordo contra crime transnacional. Foto: Divulgação/Ministério da Fazenda

Brasil e EUA firmam acordo contra crime transnacional. Foto: Divulgação/Ministério da Fazenda

O Governo do Brasil formalizou nesta sexta-feira (10) uma cooperação inédita com os Estados Unidos para intensificar o combate ao crime transnacional. O acordo envolve a Receita Federal do Brasil (RFB) e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), com foco na interceptação de remessas ilegais de armas e drogas.

A iniciativa, chamada de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), prevê integração de inteligência e operações conjuntas entre os dois países. A medida surge após diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump e faz parte de uma agenda mais ampla de cooperação bilateral.

Integração de inteligência em tempo real

Segundo o Ministério da Fazenda, o principal avanço do acordo está no compartilhamento inédito de informações em tempo real. A troca de dados permitirá identificar cargas suspeitas antes mesmo de chegarem ao território brasileiro.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a parceria representa um passo concreto para ampliar a segurança internacional.

De acordo com ele, o projeto fortalece a atuação conjunta no combate ao crime organizado, com base em inteligência e ações coordenadas entre os países.

Monitoramento remoto de cargas

Um dos pilares da cooperação é o mecanismo chamado “Remote Targeting”. A tecnologia permite que autoridades norte-americanas realizem análises remotas de cargas com destino ao Brasil, enviando relatórios detalhados às autoridades brasileiras.

Essas informações serão repassadas diretamente da Receita Federal para a Polícia Federal, permitindo ações mais rápidas e eficazes na interceptação de ilícitos.

Atuação conjunta nas fronteiras

A construção do acordo teve início em janeiro de 2026, após uma visita técnica a Foz do Iguaçu, no Paraná. A região da Tríplice Fronteira foi apontada como área estratégica para o fortalecimento das ações conjuntas.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que os dados compartilhados permitirão que cada órgão atue dentro de suas competências, ao mesmo tempo em que ampliam a cooperação entre as instituições.

Principais pontos do acordo

  • Compartilhamento de informações em tempo real
  • Análise remota de cargas internacionais
  • Operações conjuntas entre Brasil e Estados Unidos
  • Foco no combate ao tráfico de armas e drogas
  • Atuação estratégica em regiões de fronteira

A expectativa do governo é que a cooperação aumente a eficiência das ações de fiscalização e reduza a entrada de produtos ilícitos no país, fortalecendo a segurança pública e o combate ao crime organizado.


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