CCJ aprova redução de imposto sobre armas em Santa Catarina e projeto avança

Comissão presidida por Pepê Collaço deu aval a proposta que reduz ICMS para civis e zera imposto para forças de segurança

Redação

Publicado em: 15 de abril de 2026

4 min.
CCJ aprova redução de imposto sobre armas em SC e projeto avança. - Foto: Ana Quinto/Agência Alesc

CCJ aprova redução de imposto sobre armas em SC e projeto avança. - Foto: Ana Quinto/Agência Alesc

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, presidida pelo deputado Pepê Collaço, aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Lei (PL) 365/2025, que reduz a tributação sobre o comércio de armas de fogo e munições no estado.

De autoria do deputado Alex Brasil (PL), a proposta prevê a redução da alíquota do ICMS para 12,5% nas compras realizadas por pessoas físicas residentes em Santa Catarina e a isenção total do imposto para profissionais da segurança pública.

Como funcionará a redução do ICMS

Para ter acesso ao benefício, o cidadão deverá cumprir uma série de requisitos:

  • Comprovar residência fixa em Santa Catarina há pelo menos cinco anos
  • Possuir autorização legal para posse, porte, tiro esportivo, caça ou colecionamento
  • Realizar a compra em estabelecimentos localizados no estado
  • Manter o armamento no acervo pessoal por no mínimo cinco anos

Caso as condições não sejam cumpridas, o benefício pode ser revogado.

Isenção para agentes de segurança

O projeto também garante isenção total de ICMS para profissionais da segurança pública, incluindo:

  • Polícia Militar
  • Polícia Civil
  • Polícia Penal
  • Corpo de Bombeiros Militar
  • Guardas municipais
  • Polícia Científica (incluída por emenda)

Assim como no caso dos civis, os agentes deverão manter o equipamento por pelo menos cinco anos. Caso contrário, será necessário recolher o imposto dispensado.

Justificativa da proposta

Na justificativa, o autor do projeto argumenta que a carga tributária atual — que pode chegar a 25% — dificulta o acesso legal a armas de fogo.

Segundo o parlamentar, a medida busca garantir o direito à legítima defesa e evitar a informalidade, além de valorizar profissionais da segurança que, muitas vezes, precisam adquirir equipamentos com recursos próprios.

Tramitação segue na Alesc

O relator da proposta, deputado Volnei Weber (MDB), afirmou que o texto não apresenta impedimentos constitucionais ou legais e destacou que órgãos do governo se manifestaram favoravelmente.

Com a aprovação na CCJ, o projeto segue agora para análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Segurança Pública antes de ir a plenário.


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