O espectro político mais comentado e disputado para as eleições de 2026 é disparadamente a direita. Com Jair Bolsonaro preso, há uma grande briga sobre a herança eleitoral que será disponibilizada a partir de agora. As expectativas são altas, mas essa pluralidade de candidatos, partidos e propostas, tornam tudo um grande ponto de interrogação.
O espólio de Jair Bolsonaro, maior nome da direita em décadas, vem sendo boa parte preenchido por um de seus filhos, Flávio, atual senador da República pelo Rio de Janeiro. Com um perfil mais moderado e tranquilo do que seu pai, Flávio tenta atrair figuras do Centrão para conquistar votos das pessoas mais moderadas.
Seu principal ponto a favor: o sobrenome. Seu principal ponto contra: o sobrenome. A alcunha “Bolsonaro” já está incutida na mente do eleitor médio, e com isso, Flávio rapidamente se consolidou como favorito a ir ao segundo turno contra Lula. Entretanto, o sobrenome possui um limite eleitoral devido a alta rejeição do patriarca da família, que consequentemente transfere amores e ódios para o seu filho presidenciável.
Além de Flávio, outros dois nomes surgem como azarões representando o campo da direita. Romeu Zema, do NOVO, e Renan Santos, da Missão.
Zema, grande empresário, eleito por 2 vezes ao governo de Minas Gerais e com alta aprovação no segundo maior colégio eleitoral do país, traz consigo um misto de experiência em gestão e forte combate ao PT e ao STF, aos quais ele chama de “Intocáveis”. Sondado para ser vice de Flávio, ele garante que será candidato até o final e que colocará o Brasil no caminho da liberdade e da redução do tamanho do Estado.
Já Renan, que nunca foi eleito para algum cargo político, possui um exército digital e com uma juventude engajada, provenientes do MBL (Movimento Brasil Livre). Com propostas diferentes, uma retórica intensa e estética fora do comum, o jovem pré-candidato tenta furar a bolha, participar dos debates e aparecer para a grande massa da população.
Diferente da esquerda que vem unificada em torno de Lula, a direita traz vários candidatos e deve levar a eleição para o segundo turno, fato que ocorre há décadas no Brasil. A partir de agora, essa batalha para se consolidar no campo da direita vai se intensificar e veremos quem consegue controlar as narrativas e melhor se adapta às circunstâncias. Por ora, Flávio vem em primeiro.