Conta de luz pode disparar em SC e assustar consumidores em 2026

Aneel propõe reajuste médio de 11,77% nas tarifas da Celesc, com impacto maior para indústrias e grandes empresas

Redação

Publicado em: 25 de maio de 2026

4 min.
Conta de luz pode disparar em SC e assustar consumidores em 2026 - Foto: Divulgação/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Conta de luz pode disparar em SC e assustar consumidores em 2026 - Foto: Divulgação/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A conta de luz dos catarinenses pode ficar mais pesada a partir de 22 de agosto de 2026. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) propôs um reajuste médio de 11,77% nas tarifas da Celesc durante a Revisão Tarifária Periódica da concessionária.

A proposta ainda passará por consulta pública entre os dias 28 de maio e 13 de julho. Além disso, uma reunião presencial está marcada para 18 de junho, em Florianópolis, para discutir os impactos do aumento.

Segundo a agência reguladora, o reajuste deve atingir de forma diferente os grupos de consumidores.

Veja como pode ficar o reajuste da conta de luz em SC

  • Consumidores de alta tensão (indústrias e grandes empresas): aumento médio de 16,91%;
  • Consumidores de baixa tensão: reajuste médio de 9,32%;
  • Residências: alta prevista de 9,36%.

A Celesc atende atualmente cerca de 3,56 milhões de unidades consumidoras em Santa Catarina e registra faturamento anual de aproximadamente R$ 13,26 bilhões.

O que está pressionando o aumento

De acordo com o documento apresentado pela Aneel, o principal fator que influencia o reajuste é a inclusão de componentes financeiros que serão compensados nas tarifas ao longo dos próximos 12 meses.

Sozinho, esse item representa impacto médio de 9,01% no cálculo da revisão tarifária.

Além disso, também pesam na proposta:

  • custos de compra de energia;
  • despesas com transmissão;
  • encargos do setor elétrico;
  • custos operacionais da Celesc.

Esses fatores somados representam impacto adicional de 3,59% no reajuste proposto.

Encargos e transmissão puxam alta

Entre os itens que mais contribuíram para o aumento aparecem os encargos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo abastecido pelos próprios consumidores e utilizado para financiar políticas do setor elétrico.

Também tiveram peso relevante as despesas com transmissão de energia e compensações financeiras do sistema elétrico nacional.

Caso o reajuste seja aprovado após a consulta pública, os novos valores entram em vigor em agosto de 2026.

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