O custo de vida em Florianópolis aumentou 0,51% em outubro, segundo o Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Apesar da alta, o resultado representa uma desaceleração em relação a setembro, quando a inflação foi de 0,74%.
O levantamento da Udesc Esag analisou 297 produtos e serviços consumidos pelas famílias da Capital. No acumulado de 2026, o índice registra alta de 5,71%. Já nos últimos 12 meses, a variação chega a 6,40%.
Tomate, cebola e arroz puxaram a alta
O grupo Alimentação e Bebidas teve aumento de 1,80% em outubro. Entre os produtos que mais encareceram estão:
- Tomate: alta de 25,92%;
- Cebola: alta de 14,09%;
- Maçã: alta de 10,33%;
- Contrafilé: alta de 11,70%;
- Alcatra: alta de 10,25%;
- Arroz branco: alta de 8,68%.
Outro destaque foi o grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que registrou elevação de 2,24%, influenciado principalmente pelos serviços de saúde, com alta de 3,91%.
Móveis e eletrônicos ficaram mais baratos
Na contramão das altas, o grupo Artigos de Residência apresentou a maior queda do mês: 3,90%. O resultado foi influenciado pela redução nos preços de móveis, que caíram 7,12%, e de aparelhos eletrônicos, com baixa de 2,15%.
O grupo Comunicação também teve redução, de 1,42%, principalmente pela queda de 5,95% no preço dos telefones celulares.
O ICV é calculado pela Udesc Esag desde 1968 e acompanha mensalmente os preços de bens e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre um e 40 salários mínimos.
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