As chuvas de outubro e novembro causaram muitos prejuízos ao Extremo Sul. Com isso, algumas ações foram criadas pelo Governo do Estado para auxiliar os empresários da região.
Valderi Jovenil de Aguiar foi um dos que participou do programa. O comerciante conseguiu um valor para reconstruir parte da pousada que administra em Praia Grande, no Extremo Sul do Estado.
Um muro e os móveis do empreendimento ficaram destruídos com a chuva. A lama atingiu o terreno, que ficou alagado. O empresário recebeu uma linha de crédito para recuperar o prejuízo.
“Essa linha de crédito foi muito importante e fez uma grande diferença para o nosso trabalho. Quando a minha família ficou sabendo do Promanpe Emergencial, nós buscamos esse benefício e foi super ágil”, relata o empresário.
O Pronampe Emergencial atingiu a meta. O programa movimentou R$ 140 milhões para 1.083 empreendedores em 87 municípios afetados pelas enchentes.
Foram subsidiados 50% e 100% da taxa de juros nos municípios com decreto de emergência ou estado de calamidade pública. Também os prazos de pagamento e carência foram estendidos pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
A empresária Sabrina Scandolara Lima, moradora de Praia Grande, também foi contemplada pelo programa. Ela e o marido tiveram a empresa atingida pelas enchentes. Os materiais como madeiras, areia, brita e tijolos foram arrastados pela água, causando tristeza e desespero para o casal.
“No final de 2023 a gente realmente teve que vencer uma batalha contra o tempo e não foi fácil. As chuvas foram bem fortes e a nossa loja fica perto de um rio que transborda. Na primeira enchente nós perdemos muitos materiais porque o nosso depósito não é fechado. A gente até estava começando a construção de um galpão, mas é um custo alto”, explica a empresária.
Com o recurso vindo através do programa a empresária conseguiu ampliar a sua loja, retomando as obras do galpão que ela havia iniciado a construção.
O programa atendeu com 100% do subsídio dos juros, e movimentou um montante de financiamento de R$ 71,3 milhões. Foram 556 micro e pequenas empresas contempladas nas cidades que decretaram calamidade pública pelo Pronampe Emergencial SC.
Reportagem original: Vinícius Barbosa
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