A greve dos servidores da Prefeitura de Florianópolis começou às 7h desta quinta-feira (23) e foi deflagrada por tempo indeterminado após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela gestão do prefeito Topázio Neto durante as negociações da data-base.
De acordo com os trabalhadores, não houve avanço em pontos considerados essenciais, e as tratativas foram encerradas sem uma nova oferta. Uma assembleia está marcada para as 13h, na Praça Tancredo Neves, para avaliar os próximos passos da mobilização.
O que motivou a greve
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos servidores estão:
- Falta de proposta para cumprimento da legislação federal sobre auxiliares de sala
- Manutenção de portarias que, segundo a categoria, impactam a área da Educação
- Ausência de definição sobre recomposição salarial de técnicos de enfermagem
- Indefinição sobre o piso dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE)
- Realização de concurso público e chamamento de aprovados
- Redução de terceirizações
- Defesa da previdência pública
- Diminuição da jornada de trabalho sem redução salarial
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), a mesa de negociação permaneceu aberta nos últimos dias, mas não houve retorno por parte da administração municipal.
Posicionamento da Prefeitura
“A Administração Municipal lamenta a decisão e informa que está trabalhando para que os serviços essenciais à população não sejam afetados.
Reforça também que, ao longo dos últimos anos, tem mantido diálogo permanente com as categorias e, principalmente, cumprido integralmente todos os acordos firmados. Como exemplo, a Prefeitura já anunciou a aplicação do reajuste salarial com base no INPC, além da manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
Paralelamente, a gestão vem realizando investimentos concretos na valorização do serviço público. Somente no último ano, foram chamados mais de 1.900 novos profissionais para reforçar o atendimento à população. Na educação, mais de 220 profissionais foram convocados, entre professores e auxiliares. Na saúde, foram mais de 150 profissionais, além de outros profissionais como dentistas, assistentes sociais e psicólogos, ampliando a capacidade de atendimento nas unidades.
A Prefeitura também destaca que está em andamento um novo concurso público, com mais de 40 cargos em diversas áreas.”
Próximos passos
A mobilização segue sem prazo para encerramento e deve ser reavaliada ao longo do dia em assembleia da categoria. Ainda não há confirmação sobre o impacto total nos serviços públicos da capital.
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