Igreja Presbiteriana pode proibir apoio ao Legendários; entenda o motivo

Supremo Concílio da IPB analisará parecer que aponta incompatibilidade entre o movimento masculino e a doutrina reformada da denominação

Redação

Publicado em: 21 de julho de 2026

3 min.
Igreja Presbiteriana pode proibir apoio ao Legendários; entenda o motivo - Foto:Reprodução/los.legendários.org

Igreja Presbiteriana pode proibir apoio ao Legendários; entenda o motivo - Foto:Reprodução/los.legendários.org

A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) deve decidir nos próximos dias se o movimento Legendários poderá continuar sendo incentivado por seus membros e líderes. O tema será discutido durante o Supremo Concílio, que começa no próximo domingo (26), e pode resultar em uma orientação oficial para todas as igrejas da denominação.

A análise será feita com base em um parecer elaborado pelo Sínodo do Tocantins, que conclui que o Legendários adota práticas incompatíveis com a tradição reformada da IPB. O documento recomenda que pastores, presbíteros, diáconos e demais membros deixem de participar ou promover o movimento.

Entre os principais pontos levantados estão o uso de métodos inspirados em coaching, técnicas motivacionais e práticas consideradas típicas do ambiente corporativo. Para os autores do parecer, esses elementos enfraquecem a centralidade das Escrituras e da obra de Jesus Cristo, além de poderem provocar experiências emocionais interpretadas como espirituais.

Caso o texto seja aprovado, ele servirá como referência para toda a Igreja Presbiteriana do Brasil e poderá orientar os conselhos regionais na condução de casos envolvendo integrantes ligados ao Legendários.

O que é o Legendários?

Criado na Guatemala, em 2015, o Legendários chegou ao Brasil em 2017, iniciando suas atividades em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O movimento reúne apenas homens e promove retiros de 72 horas em áreas de montanha, com desafios físicos e espirituais, tendo como proposta fortalecer a relação dos participantes com Deus, a família e a liderança masculina.

Atualmente, o grupo soma mais de 100 mil participantes em diversos países e ganhou visibilidade no Brasil com a adesão de empresários, influenciadores, artistas e políticos. A inscrição para participar das experiências custa, em média, R$ 1,5 mil, dependendo da região onde o evento é realizado.


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