Prefeitos do Sul repudiam decreto italiano

A medida estabelece critérios territoriais e cronológicos mais rigorosos, dificultando o acesso de milhares de descendentes ao reconhecimento da cidadania

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Liderados pelo prefeito de Pedras Grandes, Agnaldo Filippi, gestores municipais do Sul de Santa Catarina encaminharam um ofício ao governo italiano manifestando preocupação com o Decreto-Lei n. 36/2025, que impõe restrições ao reconhecimento da cidadania italiana para descendentes.

O documento, enviado ao presidente Sergio Mattarella e outras autoridades, solicita a rejeição do decreto antes de sua conversão em lei e defende um debate mais amplo, incluindo parlamentares eleitos no exterior, o Conselho Geral dos Italianos no Exterior (CGIE) e os Comitês dos Italianos no Exterior (COMITES).

A medida estabeleceria critérios territoriais e cronológicos mais rigorosos, dificultando o acesso de milhares de descendentes ao reconhecimento da cidadania. Segundo os prefeitos de cidades com forte imigração italiana, como Urussanga, Nova Veneza e Criciúma, a cidadania representa a continuidade de uma história de sacrifício, migração e resiliência.

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