Encontrar um animal silvestre no quintal, na rua ou na praia pode gerar dúvidas sobre como agir. Em Santa Catarina, a orientação é manter distância e não tentar capturar, alimentar ou manipular o animal. Segundo o Instituto do Meio Ambiente (IMA), a presença de um animal saudável em área urbana ou rural não significa, necessariamente, que ele precise ser resgatado.
Conforme a Portaria Conjunta IMA/CPMA/CBMSC nº 219/2023, o resgate é indicado em situações de risco efetivo, como animais feridos, doentes, presos em estruturas ou em conflito direto com pessoas.
Saiba quem acionar em cada situação
- Animais terrestres: acione a Polícia Militar Ambiental pelo telefone 190 ou consulte os contatos regionais no site da instituição.
- Risco imediato à população: chame o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, especialmente em ocorrências com animais peçonhentos ou de grande porte.
- Animais marinhos na praia: entre em contato com o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), pelo telefone 0800 642 3341. Não toque, alimente ou tente devolver o animal à água.
E se encontrar um gambá, capivara ou cobra?
Se o animal estiver saudável e não oferecer risco, a recomendação é não cercá-lo nem tentar afastá-lo. Mantenha distância e permita que ele saia espontaneamente.
Já em casos de ferimentos ou aprisionamento, procure o órgão responsável. A decisão de realizar o resgate depende de avaliação técnica, pois a captura e o transporte também podem provocar estresse e prejudicar o animal.
O IMA atua na organização da rede de atendimento, no credenciamento de clínicas e hospitais veterinários e na destinação dos animais. O órgão também administra o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), em Florianópolis, que oferece cuidados e reabilitação para possibilitar o retorno à natureza quando viável.
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