87% dos casos com pets viram emergência no fim de semana

Levantamento revela busca tardia por veterinário e aumento de atendimentos críticos fora do horário comercial

Redação

Publicado em: 22 de abril de 2026

4 min.
87% dos casos com pets viram emergência no fim de semana. - Foto: Freepik

87% dos casos com pets viram emergência no fim de semana. - Foto: Freepik

Um levantamento da rede veterinária WeVets acendeu um alerta entre tutores de animais: 87% dos atendimentos realizados em prontos-socorros para pets aos fins de semana e feriados são considerados casos críticos. Os dados indicam que muitos animais só chegam às clínicas quando o quadro já está agravado.

A pesquisa também mostra que 14% dos atendimentos ocorrem durante a madrugada, entre 22h e 6h — período associado a situações mais graves e de evolução rápida.

Busca tardia por atendimento preocupa especialistas

De acordo com a pesquisa, o pronto-socorro tem se tornado a principal porta de entrada para o atendimento animal, principalmente fora do horário comercial.

Esse comportamento revela uma lacuna na cultura de prevenção.

Entre os fatores que contribuem para esse cenário, destacam-se:

  • Rotina corrida dos tutores
  • Dificuldade de acesso a clínicas em horários alternativos
  • Percepção de custo elevado em consultas preventivas

Fins de semana concentram maior demanda

A sobrecarga nos serviços de urgência ocorre justamente nos períodos em que clínicas convencionais estão fechadas. Com isso, noites, fins de semana e feriados registram maior volume de casos — muitos deles já em estado avançado.

Esse padrão reforça a tendência de buscar ajuda apenas em situações limite, o que compromete a eficácia do tratamento.

Impactos diretos na saúde dos pets

O atraso no atendimento pode trazer consequências sérias para os animais. Conforme explica a especialista, quando o diagnóstico ocorre tardiamente:

  • O tratamento tende a ser mais complexo
  • O tempo de recuperação é maior
  • Os custos aumentam significativamente

Além disso, o sofrimento do animal pode ser intensificado pela demora na intervenção.

Prevenção ainda é o melhor caminho

Diante do cenário, o principal desafio é mudar a lógica reativa para um modelo de cuidado contínuo. Consultas regulares, vacinação em dia e atenção a sinais iniciais — como mudança de comportamento ou falta de apetite — são fundamentais.

Mais do que evitar emergências, a prevenção contribui para uma melhor qualidade de vida dos pets e reduz gastos inesperados para os tutores.


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