A chegada do outono traz mudanças no clima que vão além da rotina das pessoas e também impactam a saúde dos animais de estimação. A queda gradual das temperaturas, aliada ao ar mais seco e às variações térmicas entre o dia e a noite, pode favorecer o surgimento ou agravamento de problemas respiratórios, de pele e articulares em cães, gatos e outros pets.
Especialistas alertam que esse período exige maior atenção dos tutores, principalmente com animais idosos ou que já possuem doenças pré-existentes. De acordo com a médica-veterinária Morgana Prado, especialista em pets não convencionais do Hospital Veterinário Taquaral (HVT), o clima típico da estação pode provocar ressecamento da pele e das mucosas, além de aumentar a incidência de quadros respiratórios.
Troca de pelos e desconforto nas articulações
Entre cães e gatos, um dos sinais mais comuns do início do outono é a troca sazonal de pelagem. Durante esse período, a queda de pelos tende a aumentar de forma significativa. Nos gatos, essa mudança também pode resultar em maior formação de bolas de pelo.
Outro ponto de atenção é o impacto do frio nas articulações. Animais mais velhos ou de grande porte podem apresentar intensificação de dores articulares, especialmente quando já possuem histórico de problemas ortopédicos.
Entre os sinais que devem acender o alerta dos tutores estão:
- dificuldade para levantar;
- rigidez ao caminhar;
- relutância para subir escadas;
- diminuição da disposição para brincar.
Segundo a especialista, esses comportamentos podem indicar dor ou desconforto e devem ser avaliados por um médico-veterinário.
Hidratação é fundamental, principalmente para gatos
Durante períodos mais frios, muitos gatos reduzem naturalmente o consumo de água. Esse hábito pode favorecer problemas urinários, já que a baixa ingestão hídrica impacta diretamente o funcionamento do sistema urinário.
Para estimular o consumo de líquidos, algumas medidas simples podem ajudar no dia a dia:
- espalhar mais de um recipiente de água pela casa;
- utilizar fontes de água, que costumam atrair os gatos;
- incluir alimentos úmidos na dieta.
Essas estratégias contribuem para manter a hidratação adequada e prevenir complicações de saúde.
Banhos e prevenção continuam importantes
A rotina de higiene dos animais também pode sofrer pequenos ajustes durante o outono. Em regiões onde o frio se intensifica, os banhos podem ser menos frequentes, mas não devem ser suspensos.
O ideal é utilizar água morna e garantir que a pelagem esteja completamente seca após o banho. A umidade prolongada pode favorecer problemas de pele e contribuir para a queda da imunidade.
Outro cuidado que deve permanecer ao longo de todo o ano é a prevenção contra pulgas, carrapatos e outros parasitas. Mesmo com temperaturas mais baixas, esses organismos conseguem sobreviver em ambientes protegidos, como dentro de casas e quintais.
Animais não convencionais também sofrem com o frio
As mudanças de estação também afetam animais considerados não convencionais, como aves, coelhos, roedores e répteis.
As aves, por exemplo, possuem sistema respiratório sensível e metabolismo elevado. Correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura podem provocar estresse térmico e aumentar o risco de infecções respiratórias. Por isso, as gaiolas devem ser mantidas em locais iluminados e ventilados, mas protegidos de vento direto e de equipamentos como ventiladores ou ar-condicionado.
Coelhos e roedores também precisam de ambientes protegidos de correntes de ar e com temperatura estável. No caso dos coelhos, o feno continua sendo um alimento essencial, contribuindo inclusive para a produção de calor metabólico.
Já os répteis, como jabutis e tartarugas, dependem diretamente do calor externo para regular a temperatura corporal. Por isso, é fundamental garantir aquecimento adequado no ambiente, com uso de lâmpadas térmicas e iluminação com emissão de UVB, importante para o metabolismo do cálcio e a saúde óssea.
Atenção aos sinais dos animais
Independentemente da espécie, observar o comportamento dos animais continua sendo uma das principais formas de identificar problemas de saúde.
Mudanças repentinas na rotina, perda de apetite, dificuldade respiratória, vômitos ou sinais de apatia devem motivar uma avaliação veterinária. Pequenos cuidados no ambiente, na alimentação e na rotina ajudam a minimizar os efeitos das mudanças climáticas e garantem mais qualidade de vida aos pets durante o outono.
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