Dirigentes de entidades assistenciais do Sul do estado apresentam demandas em Comissão

Alesc Itinerante foi realizada em Criciúma

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Quatro modelos de entidades que prestam serviço social para crianças e adolescentes que vivem em extrema vulnerabilidade e que buscam promover mudanças sociais para transformar vidas  na região Sul apresentaram seus desafios e demandas para os membros da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente em reunião na manhã desta quarta-feira (3) em Criciúma, durante o programa Alesc Itinerante. A iniciativa foi do presidente do colegiado, deputado Pepê Collaço (PP).

Representantes da Associação Cultural, Social e Terapêutica da Região da Amurel (Acustra), com sede em Laguna, da Associação de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Combemtu), da  Fundação Educacional Joanna De Angelis (Feja), e Lar da Menina, essas três entidades com sede em Tubarão, explanaram a respeito do trabalho desenvolvido e destacaram que o principal problema para manter qualquer instituição com cunho social é a falta  de recursos.

Como definiu a presidente da Combemtu, Maria Nilta Tenfen, o principal pleito é que o Parlamento lute por recursos mínimos para serem incluídos no orçamento do Estado, como acontece nas pastas da saúde, educação e segurança. “Investimentos na assistência social geram economia na segurança, educação e saúde”, avaliou. Ela disse que o principal pleito hoje é que a Assembleia Legislativa levante a bandeira de fixar-se um percentual mínimo no orçamento estadual para a área social. 

Os demais representantes das entidades ecoaram a reivindicação da presidente da Combemtu e concordaram que é necessário apoio financeiro para a manutenção e para o avanço do papel social das entidades.  

O deputado Pepê Collaço concordou que é necessário  políticas públicas efetivas destinadas para a assistência social. “São quatro exemplos de entidades que fazem a diferença nas vidas das crianças e dos jovens catarinenses e que precisam de nosso apoio e de nossa sensibilidade. Cada instituição social catarinense realiza um trabalho que o Estado não faz. Precisamos ter uma política mais justa para a área social.”

Nas manifestações dos demais deputados houve concordância com a importância dessas instituições e de seu trabalho em prol da promoção das mudanças sociais e das vidas de pessoas em vulnerabilidade.  A deputada Luciane Carminatti (PT) lembrou que coordena a Frente Parlamentar em Defesa do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que o principal pleito das entidades é justamente a falta de recursos para a área social. Os deputados Camilo Martins (Podemos), Jair Miotto (União), Sérgio Motta (Republicanos) também concordam que é necessário uma política pública mais efetiva para a área social.

Reportagem original: Érik Borges | Fonte: Alesc

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