Figura carimbada na política catarinense já há alguns anos, Jorge Boeira (PDT) realizará em 2022 a sua primeira empreitada ao Governo de Santa Catarina. O político, que já foi deputado federal em três oportunidades, concorre a cadeira levantando bandeiras de um Estado com gestão inovadora, capaz de fazer obras e avanços andarem de forma mais rápida dentro de SC.
Em entrevista ao programa Em Dia Com a Cidade desta segunda-feira, 05, Boeira falou sobre a necessidade de melhorias nas rodovias estaduais e federais para que haja um maior crescimento econômico no estado, a importância da educação do ensino fundamental ao superior e a inclusão das mulheres não apenas na política, mas em um plano social como um todo.
“Acho que temos aqui um governo que vem andando de lado, sem velocidade. Precisamos de um governo forte, que imprima velocidade para que os catarinenses consigam progredir e melhorar suas vidas a partir do próprio esforço. Me parece, por todas andanças e análises de Santa Catarina, que é difícil, porque não temos infraestrutura”, destacou o candidato.
Boeira aponta a qualidade das rodovias federais e estaduais de SC como motivo para atraso no transporte de mercadorias e, consequentemente, no aumento do custo de produtos. Para ele, nesse ponto em específico, o Oeste precisa de uma atenção ainda maior, em função da sua grande produção no ramo do agronegócio.
Na área da educação, o candidato ao Governo de Santa Catarina defende que as escolas públicas possam funcionar em tempo integral. Da mesma forma, defende que o Estado como um todo apoie o sistema Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais), visando a ingressão de mais pessoas no Ensino Superior.
A opinião do candidato é de que SC vive um momento de falência das políticas públicas na área da saúde. Para isso, ele cita a discussão direta do Estado com médicos e hospitais visando a diminuição da fila de cirurgias, assim como a implementação de hospitais como o São José, de Jaraguá do Sul, o qual é gerido por uma corporação e consegue dar celeridade aos atendimentos.
“Alguns dizem que essa negociação direta [com médicos e hospitais] é ilegal, mas acho que ilegal, imoral e insensível é nós deixarmos os catarinenses morrerem nas filas. Acho que precisa de um governo que saiba fazer uma gestão inovadora nesse momento”, pontuou.
Previdência Estadual
Contrário à aprovação da Reforma Trabalhista votada em 2017, Boeira é claro quanto a sua opinião referente à previdência estadual. Para ele, é necessário que haja uma reavaliação no atual modelo do sistema previdenciário do Estado, de forma de que uma pessoa que ganha dois salários mínimos não seja afetada da mesma forma do que ganha “quarenta salários”.
“Essa reforma permitiu que o Governo do Estado cobrasse [14%] dos aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo, de forma linear”, comentou. “Fiz um estudo sobre o tema e entendo que é sim possível revogar [a atual cobrança do sistema previdenciário estadual. Podemos alterar a cobrança, garantindo que aqueles funcionários aposentados e pensionistas que ganham até o limite do teto do INSS, em torno de R$ 7 mil, fiquem isentos desse pagamento de 14%”, pontuou.
Confira a entrevista completa de Jorge Boeira ao programa Em Dia Com a Cidade desta segunda-feira:
Fonte: Rádio Cidade em Dia
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