Histórico de investigações e crises políticas acompanha trajetória do PT ao longo de duas décadas

Levantamento, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, detalha do Mensalão à fraude bilionária no INSS, expondo o impacto de crises éticas na gestão pública federal

Redação

Publicado em: 12 de janeiro de 2026

5 min.
Histórico de investigações e crises políticas acompanha trajetória do PT ao longo de duas décadas. - Imagem gerada por I.A.

Histórico de investigações e crises políticas acompanha trajetória do PT ao longo de duas décadas. - Imagem gerada por I.A.

O Partido dos Trabalhadores (PT) acumulou, ao longo de mais de 20 anos, um histórico de escândalos, crimes e investigações que atravessam seus diversos mandatos e campanhas eleitorais. Desde episódios de violência contra prefeitos até esquemas bilionários de desvio de recursos públicos, como o Mensalão e o Petrolão, a legenda tem enfrentado recorrentes desdobramentos judiciais.

Primeiros escândalos e crises de gestão

No início da década de 2000, o partido foi abalado pelos assassinatos ainda controversos dos prefeitos Toninho do PT (Campinas, 2001) e Celso Daniel (Santo André, 2002). Com a chegada à presidência, surgiram casos como o de Waldomiro Diniz (2004), flagrado pedindo propina a bicheiros, e o Escândalo dos Correios (2005), onde o funcionário Maurício Marinho foi filmado recebendo valores ilícitos.

Este último foi o estopim para o Mensalão (2005), esquema de compra de apoio político no Congresso que resultou na cassação e prisão de figuras centrais como José Dirceu. Na época, o presidente Lula afirmou desconhecer o esquema de caixa 2 e disse ter sido “traído”.

A era Dilma e a Operação Lava Jato

Durante o governo de Dilma Rousseff, o partido enfrentou uma “faxina” ética em 2011, com a queda de seis ministros em cinco meses devido a denúncias de corrupção. Em 2013, as chamadas “pedaladas fiscais” — manobras para maquiar contas públicas — começaram a ser praticadas, servindo de base jurídica para o impeachment da ex-presidente em 2016.

Paralelamente, a Operação Lava Jato (2014) revelou um esquema bilionário de corrupção na Petrobras. As investigações levaram à prisão de tesoureiros do partido, como João Vaccari Neto, e do então senador Delcídio do Amaral. O ex-presidente Lula foi condenado e preso em 2018, mas teve suas sentenças anuladas pelo STF em 2021 por questões processuais de foro e suspeição.

Retorno ao poder e novos desafios éticos

Com o retorno de Lula à Presidência em 2023, novas críticas surgiram quanto ao aparelhamento de instituições como Petrobras e BNDES. Em 2024, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, enquanto Silvio Almeida (Direitos Humanos) foi exonerado após denúncias de assédio sexual.

Conforme registros oficiais da Polícia Federal e amplamente divulgado por veículos de comunicação o indiciamento de Juscelino Filho em 2024 ocorreu no âmbito da Operação Benesse, que investiga desvios de emendas parlamentares.

As investigação mais recentes, com início em abril de 2025, são referentes a fraude de R$ 6,3 bilhões no INSS. O esquema envolve o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), onde atua como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Lula.


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