Manifestantes contestam resultado das eleições e pedem “intervenção federal” em ato em frente ao 28º GAC

Cerca de 600 pessoas, majoritariamente apoiadoras de Bolsonaro, estiveram reunidas na manhã desta terça

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Desde a noite desta terça-feira, 01, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) estão reunidos em frente ao 28º GAC, em Criciúma. Os manifestantes contestam o resultado das eleições presidenciais que deram vitória a Lula (PT) no último domingo, e pedem “intervenção federal” com cartazes e cantos.

Cerca de 600 pessoas se fazem presentes no local, a grande maioria vestida com camisas da Seleção Brasileira, bandeiras do Brasil e levantando faixas em verde e amarelo. Pacificamente, e sem impedir o trânsito pela Rodovia Luiz Rosso, os manifestantes cantaram hinos como o da Independência e entoaram cantos pedindo por intervenção.

Várias pessoas seguram cartazes de praticamente o mesmo tamanho com a frase “intervenção federal já”. Os cartazes estavam sendo distribuídos por uma mulher aos manifestantes presentes no local.

O que dizem os manifestantes?

As reivindicações dos manifestantes presentes no ato desta terça-feira vão desde “intervenção federal” até a “não instauração do comunismo” no Brasil. Alguns, acreditam também que houve fraude nas eleições, sem apresentar nenhuma prova disso, e pedem por uma nova eleição – uma reivindicação antidemocrática, dada a consolidação do pleito no último domingo.

Jéssica, uma das manifestantes, afirmou que está no protesto por querer um “Brasil mais igualitário” e sem “roubos do dinheiro do povo”. “Eu sou professora”, disse. “A escola está ali para ensinar matemática, língua portuguesa, religião, qualquer tipo de ensino. Menos educação [sexual], porque isso vem de casa. Quem tem que falar sobre liberdade e educação sexual são os pais]”, completou.

Antonio, outro manifestante que está em frente ao 28º GAC, afirmou que aderiu ao movimento por querer um “Brasil melhor para todo mundo” e para que o país “não se torne uma Venezuela e Argentina”. Ele também contestou o resultado das urnas e disse acreditar que houve fraude nas eleições.

 

Nem todas as pessoas presentes no ato, no entanto, contestam o resultado das urnas. Eduardo, por exemplo, afirmou que as eleições fazem parte de um processo democrático e que é aceito. No entanto, pede pela “intervenção federal” com ajuda do exército.

“Hoje os três poderes [Executivo, Legislativo e Judiciário] estão desequilibrados. Esse é o momento de uma intervenção federal, através do exército, para colocar equilíbrio entre os três poderes”, disse.

Interpretação de manifestantes sobre “intervenção federal” estaria errada, aponta advogada

De acordo com a advogada criciumense Gabriela Schelp, a interpretação dos manifestantes acerca da “intervenção federal” estaria errada. Ela afirma que esse tipo de intervenção se dá em estados e municípios, mediante estado de sítio e violência da população, e precisa ser aprovada pelo legislativo.

“Intervenção federal foi o que a gente teve no Rio de Janeiro, quando estávamos com nível de violência pela invasão das facções”, disse. “A intervenção se dá com aprovação do Congresso Nacional”, completou.

Fonte: Rádio Cidade em Dia

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