Prefeitura de Itajaí terá que reaver mais de meio milhão pagos a mais para empresa que construiu ponte

Conforme TCE-SC, planilha indicava 10 vigas, quando na verdade foram projetadas e executadas nove

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
Sugerir conteúdo pelo WhatsApp

O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) alertou a Prefeitura de Itajaí sobre irregularidades no processo de medição e pagamento das obras da ponte Paulo Vicente sobre o Rio Itajaí-Mirim e sobre a possibilidade de o Executivo municipal reaver cerca de R$ 535 mil pagos a mais para a empresa que realizou os serviços. 

Vistoria realizada pela Diretoria de Atividades Especiais (DAE) do Tribunal no início de março identificou que o pagamento feito pela prefeitura levou em consideração a planilha orçamentária que apresentava discrepância em relação ao projeto de engenharia desde a licitação. A planilha indicava 10 vigas, quando na verdade foram projetadas e executadas nove. A prefeitura tem 10 dias para prestar os esclarecimentos ao TCE/SC sobre as medidas que pretende tomar para reaver os recursos. 
 

"Verificou-se a irregularidade na liquidação da despesa relativa a uma viga e suas transversinas, além do reajuste proporcional, uma vez que esses elementos pagos a mais não foram aplicados na obra, com a possibilidade de se caracterizar dano ao erário", diz o documento do TCE/SC. 

A obra está inserida no programa "Itajaí 2040 – Moderna e Sustentável", tinha valor inicial de R$ 9,22 milhões e faz a ligação entre os dois maiores bairros de Itajaí, o São Vicente e o Cordeiros, região com cerca de 60 mil habitantes. Inaugurada em novembro do ano passado, ela une as avenidas Agostinho Ramos e Nilo Bitencourt e foi construída pela Salver Construtora e Incorporadora – o contrato com a empresa tem assinatura de novembro de 2020.

Fique bem informado

Receba no WhatsApp e na newsletter as principais notícias da sua região, alertas de serviço e os destaques de Santa Catarina, com a curadoria do SCTODODIA.

Player de rádio