Reeleita, deputada Paulinha promete mandato mais “firme” e lamenta diminuição da bancada feminina

Parlamentar justifica aumento da responsabilidade em defender pautas das mulheres

Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial.
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Reeleita para o seu segundo mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), a deputada estadual Paulinha (Podemos) promete arcar com um posicionamento mais “firme” e “propositivo” pelos próximos anos. Uma das três mulheres eleitas para o legislativo catarinense deste ano, a parlamentar lamenta, também, a diminuição da bancada feminina.

Paulinha afirma que a diminuição da representatividade feminina na Assembleia Legislativa, de certa forma, representa uma responsabilidade maior para aquelas que foram eleitas. No último mandato, a Alesc contava com cinco mulheres.

“Temos apenas duas mulheres na bancada feminina agora. São três mulheres eleitas, mas uma delas é antifeminista [citando Ana Campagnolo, do PL]. Então a gente triplica a nossa responsabilidade com relação a pautas que conferem direito às minorias. Por isso, entendo que temos que fazer um mandato com mais firmeza”, declarou.

A deputada estadual ressalta que, ao longo do seu último mandato, quando chegou a ser líder do governo de Carlos Moisés (Republicanos) na Alesc, esteve muito focada nas pautas emergentes, como a questão da municipalidade – trazer investimentos para os municípios. Paulinha afirma que essa continuará sendo uma bandeira sua, mas faz um “mea culpa”, no sentido de não esquecer de outras importantes pautas.

 

“Não é que fugimos do debate, mas a gente deixou de se posicionar. Faço uma reflexão por mim mesma, em muitas situações, quando falavam absurdos na tribuna, a gente evitava discutir porque achava que não valia a pena dar causa para esse tipo de debate. Me arrependo um pouco disso. Quando me perguntam o que eu faria diferente, apenas isso. Contestar e aclarar essas posições com mais firmeza na mesa, e não vou perder a oportunidade mais”, afirmou.

Sobre a diminuição da bancada feminina da Alesc, Paulinha encara o fato como um “retrocesso para Santa Catarina”. Feminista declarada, ela diz querer debater o feminismo com a soceidade de forma mais clara, para que os direitos da mulher possam ser colocados em pauta com frequência.

“As pessoas precisam entender que ser feminista não é desprezar a família ou abrir mão do convívio com homens. A mulher tem uma visão mais periférica e fraterna sob muitos aspectos e, para que tenhamos uma sociedade mais justa, precisamos sim de mais mulheres na política. Essa redução que tivemos é um atraso”, pontuou.

Fonte: Rádio Cidade em Dia

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