Ela é acompanhada pela rede socioassistencial desde 2015. Foram 1.058 atendimentos registrados: acolhimentos institucionais, comunidades terapêuticas, abordagem social e Centro POP. Na área da saúde, 207 atendimentos pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CapsAD), além de inúmeras abordagens do Consultório na Rua.
Nada foi suficiente.
Nessa quinta-feira (16), a Prefeitura de Blumenau realizou mais uma internação involuntária no município. A mulher, de 44 anos, natural de Curitibanos, foi encaminhada para tratamento após decisão da Comissão de Internação Involuntária, formada por equipes da Assistência Social e da Saúde.
A avaliação técnica
A decisão não foi tomada de forma leviana. Segundo os técnicos que acompanham o caso há anos, a mulher apresenta quadro de dependência química associado a transtornos mentais. Ela não apresentava avanços, e o risco recorrente de estar em situação de rua motivou a intervenção.
A internação involuntária é considerada medida excepcional, adotada apenas após o esgotamento de alternativas terapêuticas. Prevista em lei, deve ser realizada com laudo médico, em ambiente hospitalar e por período máximo de 90 dias.
A ação
A operação foi coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Semudes), com apoio dos serviços de Saúde e da Polícia Militar. A mulher foi encaminhada para tratamento — não contra sua vontade por capricho, mas por necessidade clínica e social.
“Nossa ação é o resultado de uma análise técnica rigorosa e conjunta entre a Assistência Social e a Saúde. Nosso objetivo é oferecer uma oportunidade para quem já não consegue mais buscar ajuda por conta própria. É uma intervenção de cuidado que visa restabelecer a dignidade e abrir portas para uma futura reintegração social”, explica o prefeito Egidio Ferrari.
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