Mergulhadores são presos em operação para desarticular tráfico internacional de drogas em portos de SC

Ação cumpriu 18 prisões preventivas e 31 mandados de busca e apreensão em dez municípios catarinenses

Maiquel Machado

Publicado em: 19 de maio de 2026

4 min.
Mergulhadores são presos em operação para desarticular tráfico internacional de drogas em portos de SC. - Foto: Divulgação/PF

Mergulhadores são presos em operação para desarticular tráfico internacional de drogas em portos de SC. - Foto: Divulgação/PF

Na manhã desta terça-feira (19), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Tirocinium, considerada a maior ofensiva contra o tráfico transnacional de drogas em Santa Catarina. A ação desarticulou uma organização criminosa altamente estruturada que atuava nos portos de Navegantes, Itapoá e Imbituba para enviar grandes carregamentos de cocaína à Europa e à África.

Estão sendo cumpridas 18 prisões preventivas e 31 mandados de busca e apreensão em dez cidades catarinenses (Joinville, São Francisco do Sul, Araquari, Balneário Camboriú, Itajaí, Tijucas, Barra Velha, Garuva, Jaraguá do Sul e Imbituba), além de São José dos Pinhais (PR) e Uberaba (MG). Ao todo, quatro investigados também terão monitoramento eletrônico.

Bilhões no rastro do crime

A operação atinge núcleo financeiro da organização com o pedido de sequestro de 36 imóveis, apreensão de dezenas de veículos e bloqueio de contas bancárias de 35 investigados, até o valor total de R$ 646 milhões. Só nos últimos quatro anos, o grupo movimentou mais de meio bilhão de reais com o tráfico e a lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada, laranjas e operações comerciais fictícias.

Arsenal de guerra

Ao longo das investigações, iniciadas em 2023 após flagrantes em áreas portuárias catarinenses, a PF apreendeu 4,6 toneladas de cocaína e um arsenal impressionante: fuzis, pistolas, granadas, grande quantidade de munições e uma metralhadora calibre .50 — equipamento de uso restrito das Forças Armadas, que evidencia o elevado poder bélico da organização.

Mergulhadores e cargas lícitas

Entre os métodos identificados pela PF, destacam-se o emprego de mergulhadores profissionais, responsáveis por ocultar a droga nos cascos dos navios, e a inserção de entorpecentes em meio a cargas lícitas, como paletes de madeira e sacos de alimentos.

Os presos, entre eles três mergulhadores, estão sendo encaminhados ao sistema prisional, onde ficam à disposição da Justiça Federal em Itajaí. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e consolidar as provas.

O nome da operação, Tirocinium (termo latino para “primeira experiência militar” ou “treinamento de recrutas”), faz referência à estrutura organizada e à capacidade de ação internacional do grupo criminoso.


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