Operação mira fraudes em concursos públicos e processo seletivo de Maracajá

Certames teriam sido organizados por um instituto sediado em Cascavel/PR, onde também são cumpridas ordens judiciais

Maiquel Machado

Publicado em: 2 de junho de 2026

5 min.
Operação mira fraudes em concursos públicos e processo seletivo de Maracajá. - Foto: Divulgação/MPSC

Operação mira fraudes em concursos públicos e processo seletivo de Maracajá. - Foto: Divulgação/MPSC

Na manhã desta terça-feira (02), foi deflagrada a Operação Gabarito em Branco pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), para investigar possíveis fraudes em concursos públicos e em um processo seletivo realizados em Maracajá.

A ação ocorre em apoio à Promotoria Eleitoral de Araranguá e cumpre 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo 25º Juízo das Garantias do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).

As diligências são realizadas nos municípios catarinenses de Maracajá e Meleiro, além de Cascavel e Umuarama, no Paraná.

O que está sendo investigado

Segundo o Ministério Público, a investigação apura supostas irregularidades em concursos públicos realizados em 2023 e em um processo seletivo promovido em 2024 pela Prefeitura de Maracajá.

Os certames teriam sido organizados por um instituto sediado em Cascavel/PR, contratado pelo município por meio de dispensa de licitação.

Com o avanço das investigações, o GAECO identificou indícios da possível prática de crime eleitoral relacionado aos fatos apurados.

Objetivo das buscas

De acordo com o MPSC, os mandados de busca e apreensão têm como finalidade recolher documentos, equipamentos e outros materiais que possam auxiliar na comprovação das irregularidades investigadas.

O objetivo é confirmar as informações já levantadas, identificar todos os envolvidos no suposto esquema e apurar a participação da empresa responsável pela realização dos concursos.

Apoio da Polícia Científica

A operação conta com o apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina, responsável por garantir a preservação da cadeia de custódia e a integridade das evidências coletadas durante as diligências.

Os materiais apreendidos serão submetidos a perícias técnicas antes de serem analisados pela equipe de investigação.

O GAECO também recebe apoio operacional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Paraná (MPPR), que auxilia no cumprimento das ordens judiciais em território paranaense.

Origem do nome da operação

O nome “Gabarito em Branco” faz referência a uma suposta prática que estaria sendo utilizada para facilitar aprovações em concursos públicos, hipótese que é investigada pelas autoridades.

Investigação segue sob sigilo

O Ministério Público informou que o procedimento tramita sob sigilo judicial. Por esse motivo, detalhes sobre os investigados e os elementos já reunidos não foram divulgados.

Novas informações poderão ser tornadas públicas conforme o andamento das investigações e eventual autorização da Justiça.


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