A Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, pode ter um adversário inesperado dentro de campo: o clima. Com jogos marcados para o verão norte-americano, a Fifa e as autoridades dos Estados Unidos já trabalham com a possibilidade de interrupções por causa de tempestades, raios e chuvas intensas.
O protocolo prevê a paralisação das partidas sempre que descargas elétricas forem detectadas em um raio de até 13 quilômetros dos estádios. O jogo só poderá ser retomado 30 minutos após o último registro de raio. Caso novos relâmpagos sejam identificados, a contagem recomeça.
A preocupação não é teórica. Durante a última Copa do Mundo de Clubes, realizada no país, seis partidas foram interrompidas devido às condições meteorológicas. Em um dos casos mais marcantes, o confronto entre Benfica e Chelsea ficou parado por quase duas horas.
O monitoramento será feito em tempo real pelo Serviço Meteorológico Federal dos Estados Unidos, que possui 122 escritórios espalhados pelo país. A prioridade é garantir a segurança de jogadores, jornalistas e torcedores.
Entre as cidades que mais preocupam os especialistas estão Miami, Nova York/Nova Jersey e Filadélfia. Miami, inclusive, receberá um dos jogos da Seleção Brasileira na fase de grupos e é considerada uma das regiões mais suscetíveis a tempestades durante o verão.
Com estádios lotados e audiência global, o clima promete ser um dos protagonistas da Copa do Mundo de 2026 e pode influenciar diretamente o andamento da competição.
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