Lei pode criar app que denuncia combustível caro em tempo real

Projeto prevê portal nacional com dados obrigatórios de postos e promete mais transparência e fiscalização no preço dos combustíveis

Redação

Publicado em: 19 de março de 2026

5 min.
Lei pode criar app que denuncia combustível caro em tempo real. - Imagem gerada por IA

Lei pode criar app que denuncia combustível caro em tempo real. - Imagem gerada por IA

Um novo projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados pretende mudar a forma como o preço do combustível é acompanhado no Brasil. O Projeto de Lei 1.227/2026 propõe a criação do Portal Nacional de Preços dos Combustíveis (PNPC), um sistema digital que permitirá ao consumidor consultar valores em tempo real e identificar possíveis abusos.

A proposta surge em um cenário de pressão no setor, marcado por aumentos recentes no diesel e mobilizações de caminhoneiros. O objetivo central é garantir mais transparência ao mercado e ampliar a proteção ao consumidor.

Como vai funcionar o portal de preços dos combustíveis

O texto do projeto determina que todos os agentes da cadeia — importadores, distribuidores e postos — deverão compartilhar informações detalhadas com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Entre os dados obrigatórios estão:

  • Preço do combustível praticado ao consumidor
  • Custos logísticos
  • Localização dos estabelecimentos
  • Informações sobre margens de comercialização

Com isso, o sistema permitirá um monitoramento contínuo, substituindo o modelo atual da ANP, que funciona por amostragem.

Aplicativo mostrará o combustível mais barato perto de você

Uma das principais novidades é a criação de um aplicativo integrado ao portal. A ferramenta utilizará geolocalização para mostrar, em um mapa, os postos com os melhores preços por tipo de combustível.

Na prática, o consumidor poderá comparar valores em tempo real e escolher onde abastecer com mais economia e segurança.

Como o sistema pretende coibir abusos

O projeto também prevê a criação de parâmetros econômicos de referência. Caso um posto ultrapasse a margem considerada aceitável pela ANP, o sistema poderá apontar indícios de prática abusiva.

A expectativa é que, com mais dados disponíveis e transparência, o mercado se torne mais equilibrado e menos suscetível a irregularidades.

Punições para quem descumprir as regras

O projeto estabelece sanções para empresas que não cumprirem as obrigações ou praticarem preços sem justificativa econômica. As penalidades incluem:

  • Advertência formal
  • Multa administrativa
  • Suspensão temporária das atividades
  • Cassação da autorização de funcionamento em casos de reincidência

Segundo a proposta, quanto maior a disponibilidade de dados confiáveis, menor será o espaço para práticas ilegais no setor de combustíveis.

O que muda para o consumidor

Se aprovado, o projeto pode representar um avanço importante na relação entre consumidor e mercado de combustíveis. Com acesso a informações claras e atualizadas, o cidadão terá mais poder de escolha e poderá evitar preços considerados abusivos.

A proposta ainda tramita no Congresso Nacional e deve passar por comissões antes de seguir para votação.


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