Abastecimento de água em Navegantes deve ser normalizado por determinação judicial

Prazo de cinco dias úteis foi determinado pela Justiça em atendimento ao pedido do Ministério Público de Santa Catarina

Maiquel Machado

Publicado em: 15 de abril de 2026

4 min.

A Justiça determinou que a Administração Municipal de Navegantes e o Serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infraestrutura (Semasa) garantam o fornecimento regular e contínuo de água à população no prazo de cinco dias úteis. A decisão foi proferida nessa terça-feira (14) e atende a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), após a constatação de falhas recorrentes no abastecimento.

A ação foi ajuizada pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Navegantes, com base em um inquérito civil que reuniu reclamações de moradores e dados técnicos sobre a persistência do problema no município.

Falta de água afeta moradores há mais de um ano

De acordo com o Ministério Público, moradores de diferentes bairros relatam interrupções frequentes — e, em alguns casos, prolongadas — no fornecimento de água. A situação, segundo os relatos, se repete há mais de um ano.

A irregularidade no abastecimento tem impactado diretamente a rotina das famílias, com prejuízos à higiene, alimentação e saúde. Mesmo com medidas pontuais anunciadas pelo poder público, o serviço não apresentou regularidade.

Justiça cobra medidas imediatas

Ao analisar o caso, a Justiça destacou que o fornecimento de água é um serviço essencial e indispensável à dignidade da população. A decisão também ressalta que dificuldades estruturais ou situações previsíveis, como aumento da demanda ou fatores climáticos, não justificam a interrupção contínua.

Na prática, a Administração Municipal e a SEMASA deverão adotar todas as medidas necessárias para garantir que a água chegue às residências. Caso o sistema convencional não seja suficiente, a decisão prevê o uso de alternativas, como caminhões-pipa.

Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa diária, com valor a ser definido pela Justiça.

Ação pede indenização e ressarcimento

Além da regularização do serviço, a ação segue em tramitação e busca a condenação da Semasa ao ressarcimento dos consumidores. O pedido inclui devolução de valores cobrados sem descontos durante os períodos de interrupção no abastecimento.

O Ministério Público também solicita a condenação solidária da Administração Municipal e da autarquia ao pagamento de R$ 960.460,00 por danos morais coletivos. O valor, se confirmado, será destinado ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados.


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