O ex-jogador Oscar Schmidt, maior pontuador da história do basquete, morreu nesta sexta-feira (17) deixando um legado marcado por uma decisão incomum: recusar a NBA no auge da carreira para seguir defendendo a seleção brasileira.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar foi escolhido no draft de 1984 pelo New Jersey Nets, no mesmo ano em que estrelas como Michael Jordan, Hakeem Olajuwon e Charles Barkley entraram na liga. Mesmo assim, nunca atuou na principal competição do basquete mundial.
Entenda por que ele recusou a NBA
A escolha de Oscar não passou por falta de capacidade técnica, mas por uma decisão pessoal e esportiva:
- Prioridade pela seleção brasileira: na época, jogadores da NBA não podiam disputar competições da FIBA, incluindo Olimpíadas
- Carreira consolidada na Europa: ele vivia grande fase no basquete italiano
- Falta de garantias na NBA: foi selecionado apenas na sexta rodada do draft
- Convicção pessoal: sempre afirmou que repetiria a decisão
“Faria tudo de novo”, declarou em entrevista, reforçando que sua prioridade era representar o Brasil.
Uma trajetória fora do padrão
Ao abrir mão da NBA, Oscar seguiu caminho oposto ao da maioria dos atletas. Enquanto outros buscavam a liga norte-americana como ápice, ele optou por construir sua história em clubes europeus e, principalmente, com a camisa da seleção.
O resultado foi expressivo:
- Mais de 49 mil pontos na carreira, recorde mundial
- Participação em Olimpíadas e campeonatos internacionais
- Reconhecimento global mesmo sem jogar na NBA
Seguro sobre seu talento, ele chegou a afirmar: “Eu ia arrebentar na NBA. Eles não sabem o que perderam”.
Legado no basquete
A decisão de Oscar Schmidt, vista como incomum na época, hoje é considerada um marco de compromisso com a seleção brasileira. Sua trajetória consolidou o nome do atleta como uma das maiores referências do esporte mundial.
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