Os servidores públicos municipais de Florianópolis iniciaram uma greve por tempo indeterminado a partir das 7h desta quinta-feira (23). A paralisação atinge serviços essenciais, principalmente nas áreas de educação e saúde, e já provoca impactos diretos no atendimento à população.
O movimento foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), após a Prefeitura não atender às reivindicações da data-base da categoria. Segundo o sindicato, a proposta do Executivo foi rejeitada por não contemplar pontos considerados centrais, além de denúncias de sobrecarga e deterioração das condições de trabalho.
Como ficam os serviços durante a greve
A adesão varia entre os setores, com maior impacto na educação e menor na saúde até o momento.
Educação
Escolas Básicas Municipais (EBMs):
- 37 unidades com atendimento
- 4 unidades sem atendimento
- 32,3% dos profissionais em greve
Núcleos de Educação Infantil Municipal (NEIMs):
- 72 unidades com atendimento
- 12 unidades sem atendimento
- 36,1% dos profissionais em greve
Saúde
- 16,08% dos profissionais em greve em toda a rede
- Centros de saúde com maior adesão: Novo Continente, Jurerê, Trindade e Rio Tavares
- UPAs seguem com baixa adesão e sem impacto significativo no funcionamento
A orientação da Prefeitura é que, antes de sair de casa, pacientes entrem em contato com o serviço Alô Saúde Floripa, pelo telefone 0800 333 3233, para verificar a situação das unidades e buscar auxílio remoto quando possível.
O que dizem sindicato e Prefeitura
De acordo com o Sintrasem, a greve é resultado da falta de avanço nas negociações salariais e de melhorias nas condições de trabalho. A entidade afirma que a paralisação seguirá até que haja uma proposta que atenda às demandas da categoria.
Em nota, a Prefeitura de Florianópolis lamentou a decisão dos servidores e informou que trabalha para minimizar os impactos nos serviços essenciais. A administração municipal também destacou que mantém diálogo com as categorias e afirma cumprir os acordos firmados.
Situação pode mudar ao longo do dia
A adesão à greve pode variar durante o dia, o que pode alterar o funcionamento de unidades de ensino e saúde. A recomendação é que a população acompanhe atualizações oficiais antes de buscar atendimento presencial.
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